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“Comprendí, mi cuerpo comprendió, que nunca perderé todo y que si gano, no ganaré nunca sin perder".”
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“El dolor del duelo no es el dolor de perder, sino dolor de reencontrar lo que se perdió sabiéndolo uno irremediablemente perdido".”
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“Atravesar la angustia es reencontrar el lugar de nacimiento de aquel que nunca dejé de ser.”
― El dolor de la histeria
― El dolor de la histeria
“Histérico com sintomas: Se a pessoa pré-depressiva sofreu um trauma infantil de abuso sexual ou de ternura invasiva e excessivamente sensual, pode sofrer mais tarde de uma neurose histérica. Neurose caracterizada por: hipersensibilidade à menor recusa, vivenciada como intolerável Frustração; erotização de tudo que não seja genital (sentimentos, pensamentos, corpos e ação) e repulsa ao que é genital (coito); e uma grande expressividade somática que deixa aflorar os conflitos inconscientes sob a forma de distúrbios físicos. A presença de um ou outro desses sintomas histéricos anuncia a ocorrência provável de uma depressão.”
― A Depressão é a Perda de uma Ilusão
― A Depressão é a Perda de uma Ilusão
“É preciso dirigir o tratamento. É preciso assumir inteiramente esse papel e, ao mesmo tempo, saber que o objetivo que queremos perseguir, não o atingiremos dirigindo o tratamento. Nós o atingiremos fora dessa direção, fora dessa técnica. Com Lacan, diríamos: ocupar o lugar do semblante do domínio, isto é, o lugar do semblante da direção, o semblante de ser o mestre, sem esquecer que se trata apenas de um semblante. É então que haverá para nós uma ocasião de sermos tocados por uma verdade que seja, ao mesmo tempo, uma verdade para o analisando.”
― Cómo trabaja un psicoanalista
― Cómo trabaja un psicoanalista
“Então, que diferença há entre psicoterapia e psicanálise?
Primeira resposta: um psicoterapeuta não diria que aceita o risco, a atitude de fazer parte de um novo estado mórbido, por exemplo. Além disso, a posição que ele adota é como se esse psicoterapeuta já se situasse na posição do objeto a, enquanto o analista não se situa de início na posição do objeto a. Ele não começa por ali. Ele se situa primeiro em posição de véu, ele se reduz, se reserva, se faz pequeno. No início de uma sessão, ele não diz: “Fale comigo!”, ele diz: “Sim, estou ouvindo, estou escutando”. Mas na verdade “estou escutando” é o único fragmento do objeto “a” que existe para que, logo, ele se converta em véu desse objeto.
Vamos precisar um ponto: o véu do objeto não é apenas o silêncio. Fazer silêncio é a maneira mais certa, mais simples que esse véu adota. Mas há outras maneiras que só se adquirem com a experiência, para que um analista possa estabelecer um tratamento particular com o seu analisando, conservando ao mesmo tempo esse lugar de véu do objeto. Isso faz parte da experiência e da prática.
Evidentemente, o paradigma desse véu é o silêncio. O silêncio é a maneira mais simples, mas também a mais prudente, mais correta, e principalmente mais simples de pensar esse véu. Há outras, muito mais ativas e muito mais delicadas de manejar, que também existem. Por exemplo, o tom da voz, o modo de dizer uma interpretação, como, por exemplo, o modo de fazer uma intervenção explicativa e ampla nos afasta desse lugar.
Mas pode acontecer que um analista, com uma certa experiência de confrontação com esse lugar, possa falar com o analisando depois que este se levantou do divã e, entretanto, não perder esse caráter de enigma do desejo do analista.”
― Cómo trabaja un psicoanalista
Primeira resposta: um psicoterapeuta não diria que aceita o risco, a atitude de fazer parte de um novo estado mórbido, por exemplo. Além disso, a posição que ele adota é como se esse psicoterapeuta já se situasse na posição do objeto a, enquanto o analista não se situa de início na posição do objeto a. Ele não começa por ali. Ele se situa primeiro em posição de véu, ele se reduz, se reserva, se faz pequeno. No início de uma sessão, ele não diz: “Fale comigo!”, ele diz: “Sim, estou ouvindo, estou escutando”. Mas na verdade “estou escutando” é o único fragmento do objeto “a” que existe para que, logo, ele se converta em véu desse objeto.
Vamos precisar um ponto: o véu do objeto não é apenas o silêncio. Fazer silêncio é a maneira mais certa, mais simples que esse véu adota. Mas há outras maneiras que só se adquirem com a experiência, para que um analista possa estabelecer um tratamento particular com o seu analisando, conservando ao mesmo tempo esse lugar de véu do objeto. Isso faz parte da experiência e da prática.
Evidentemente, o paradigma desse véu é o silêncio. O silêncio é a maneira mais simples, mas também a mais prudente, mais correta, e principalmente mais simples de pensar esse véu. Há outras, muito mais ativas e muito mais delicadas de manejar, que também existem. Por exemplo, o tom da voz, o modo de dizer uma interpretação, como, por exemplo, o modo de fazer uma intervenção explicativa e ampla nos afasta desse lugar.
Mas pode acontecer que um analista, com uma certa experiência de confrontação com esse lugar, possa falar com o analisando depois que este se levantou do divã e, entretanto, não perder esse caráter de enigma do desejo do analista.”
― Cómo trabaja un psicoanalista
“O amor” — conhecemos a definição de Lacan — “é dar o que não se tem”. Dar o que não se tem quer dizer simplesmente prometer. Dou o que não tenho, quando prometo. Durante esse período, o analisando vive na expectativa dessa promessa aberta, desse amor aberto que a análise significa. Não é uma demanda de amor ao analista. O analista não é o objeto de amor nesse momento. É uma demanda de amor no sentido de uma fala em expectativa. Essa demanda de amor se manterá enquanto o analisando não descobrir que, finalmente, é uma demanda inaceitável. Enquanto isso, a sugestão se instala.”
― Cómo trabaja un psicoanalista
― Cómo trabaja un psicoanalista
“Não posso descrever toda a teoria da pulsão, mas sabemos que a pulsão permanece, por natureza, insatisfeita. Não existe objeto que satisfaça a pulsão. A pulsão quer sempre satisfazer-se, mas nunca se satisfaz. Pois bem, é preciso que o analista ocupe, se aproxime para dar a expressão imaginária, o véu imaginário desse objeto. Se o analista procura se aproximar o mais possível desse objeto, da expressão imaginária desse objeto, então automaticamente ele institui, quase sem saber, sem procurar, a dimensão muito importante de um grande Outro, interlocutor das mensagens que o analisando lhe dirige. É na medida em que o analista vem a encarnar essa expressão imaginária do objeto que automaticamente, sem que ele procure, ele se institui como um grande Outro interlocutor, para quem vão se dirigir as demandas, as mensagens do analisando.”
― Cómo trabaja un psicoanalista
― Cómo trabaja un psicoanalista
“Que diferenças o sr. vê entre as intervenções de um jovem terapeuta e as de um analista experiente?
Poderíamos apresentar assim a evolução das intervenções de um jovem terapeuta:
1. Ele interroga
2. Reformula com outras palavras
3. Amplia o sentido do que foi dito
4. Coteja o que acaba de ser dito com ditos precedentes
5. Repete uma palavra, enfatiza
6. Dá um tema de reflexão para a sessão seguinte
7. Detecta as alusões à situação analítica
8. Completa uma frase do paciente deixada em suspenso
9. Não interpreta, ou interpreta muito pouco
10. Não precede o paciente, não antecipa o que ele vai dizer
11. Não sabe o que procura.
O último ponto caracteriza mais um estado de espírito do que uma intervenção.”
― Cómo trabaja un psicoanalista
Poderíamos apresentar assim a evolução das intervenções de um jovem terapeuta:
1. Ele interroga
2. Reformula com outras palavras
3. Amplia o sentido do que foi dito
4. Coteja o que acaba de ser dito com ditos precedentes
5. Repete uma palavra, enfatiza
6. Dá um tema de reflexão para a sessão seguinte
7. Detecta as alusões à situação analítica
8. Completa uma frase do paciente deixada em suspenso
9. Não interpreta, ou interpreta muito pouco
10. Não precede o paciente, não antecipa o que ele vai dizer
11. Não sabe o que procura.
O último ponto caracteriza mais um estado de espírito do que uma intervenção.”
― Cómo trabaja un psicoanalista
“...somos nosotros, los psicoanalistas, quienes en el silencio de la escucha imaginamos mentalmente, en forma de escena, el origen del sufrimiento experimentado por el neurótico".”
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“Porque alguien me escucha y quiere descubrir el enigma de los malestares de mi cuerpo, estos malestares cobrarán un sentido en mi historia; tal vez así podrán desaparecer alguna vez".”
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“Ora, como se manifesta a hipersensibilidade em nossos pacientes neuróticos? Quando se trata de uma pessoa sofrendo de fobia e que se angustia com o mais breve afastamento do companheiro, podemos dizer que ela teme ser novamente abandonada e reviver o trauma da infância. Quando se trata de uma pessoa que sofre de obsessão e se crispa ante a mais leve crítica do companheiro, podemos dizer que ela teme ser novamente maltratada ou humilhada e reviver o trauma da infância. E quando se trata de uma pessoa que sofre de histeria e fica furiosa com o desprezo do amado, podemos dizer que ela teme ser novamente reduzida a um objeto sexual e reviver o trauma da infância.”
― A Depressão é a Perda de uma Ilusão
― A Depressão é a Perda de uma Ilusão
“Ouvindo-as, ficava impressionado ao constatar que muitas se mostravam particularmente amarguradas. Claro, estavam deprimidas e tristes, mas era uma tristeza rancorosa. Na época eu não me detinha nessa raiva, embora ela fosse tão evidente. Só muito depois me dei conta de que por trás da camada de tristeza transparecia raiva, rancor e ódio. Compreendi que, para tratar a depressão, é preciso fazer o analisando reconhecer seu ressentimento em relação àquele que o teria traído, muitas vezes um parente ou um amigo. É um ódio que o paciente acaba voltando contra si mesmo, a ponto de se deprimir: ódio ao outro, ódio a si mesmo.”
― A Depressão é a Perda de uma Ilusão
― A Depressão é a Perda de uma Ilusão
“A propósito do suicídio, sabemos que há variantes, e cada qual é a culminância trágica de uma doença singular. Um histérico não se mata da mesma maneira que um esquizofrênico, e um esquizofrênico não se mata da mesma maneira que um melancólico. No momento de se suicidar, o homem ou a mulher, qualquer que seja a patologia, é dominado por uma fantasia que o leva irresistivelmente a dar realidade ao ato que lhe será fatal. Só existe suicídio gerado por uma fantasia. A pessoa que se mata está sempre envolvida por um sonho. Por isso é que, quando estiverem diante de um paciente com ideias suicidas, vocês devem encontrar nele a fantasia capaz de provocar a passagem ao ato. Enquanto o histérico toma medicamentos não para morrer, mas para dormir eternamente, o esquizofrênico não se atira da janela para morrer, tampouco, mas para deixar o próprio corpo, para fazer com que as vozes que o torturam se calem para sempre. Não! Nem o histérico nem o esquizofrênico querem morrer: eles querem matar neles mesmos o mal que os impede de viver, e, ao matá-lo, se matam sem realmente desejá-lo. Deixar o mundo ou deixar o próprio corpo, são estas suas funestas fantasias. O melancólico, pelo contrário, quer morrer, faz questão de morrer, faz absoluta questão de se aniquilar para livrar a Terra de seu maldito ser. “Não presto para nada”, pensa, “sou um verdadeiro lixo no universo da humanidade e preciso me aniquilar, desaparecer!” Incontestavelmente, o suicídio melancólico é o mais selvagem e cruel que eu conheço.”
― A Depressão é a Perda de uma Ilusão
― A Depressão é a Perda de uma Ilusão
“Dirigindo-se ao objeto divinizado, nosso provável deprimido diria: “Eu te amo infinitamente. Não te amo pelo que és, mas porque me fazes acreditar, quando estou contigo, que sou maravilhoso. Se sinto que me amas sem falta — seja verdade ou não, não importa —, imediatamente imagino que um dia serei o mais livre dos homens, o mais admirado ou o mais castamente amado. Se te perco, perco minha ilusão de um eu grandioso. E se perco essa ilusão, não existo mais”.
No narcisismo saudável, eu amo meu eu ideal sem depender totalmente do parceiro. Se meu amado se for ou morrer, ficarei triste mas continuarei a me amar e a amar a vida em mim. No narcisismo doentio, em contrapartida, amo meu eu hiperideal, dependendo totalmente de meu parceiro. Aí está a diferença entre o narcisismo saudável da neurose comum e o narcisismo doentio da neurose pré-depressiva.”
― A Depressão é a Perda de uma Ilusão
No narcisismo saudável, eu amo meu eu ideal sem depender totalmente do parceiro. Se meu amado se for ou morrer, ficarei triste mas continuarei a me amar e a amar a vida em mim. No narcisismo doentio, em contrapartida, amo meu eu hiperideal, dependendo totalmente de meu parceiro. Aí está a diferença entre o narcisismo saudável da neurose comum e o narcisismo doentio da neurose pré-depressiva.”
― A Depressão é a Perda de uma Ilusão
“O que quer dizer “retificação subjetiva”? Isso significa que intervimos no nível da relação do Eu do sujeito com os seus sintomas. É por isso que, quando da primeira entrevista, e particularmente nas seguintes, parece-me essencial (e insisto muito nesse ponto) discernir bem o motivo da consulta, a razão pela qual o paciente decidiu recorrer a um psicanalista. Eu não deveria dizer “recorrer a um psicanalista”, mas “recorrer a um terapeuta”. Porque, se o paciente solicita uma consulta e se já consultou um psiquiatra, por exemplo, outro psicanalista, ou mesmo se, na infância, seus pais o levaram a um médico, o que importa é o primeiro momento no qual ele veio consultar ou que o levou a consultar.
Em outras palavras, o sentido, isto é, a relação do Eu com o sintoma, se decide principalmente na relação com o primeiro gesto, com a primeira decisão de recorrer a um outro. É nesse nível que vamos intervir, produzir, introduzir essa retificação subjetiva.
Sempre digo que, na primeira entrevista, há uma demanda maciça por parte do paciente. E é no fim dela que tenho o hábito de lhe dizer: “Bem, vamos parar por aqui a nossa conversa, mas antes eu gostaria de lhe dar a minha impressão, com todos os riscos que isso implica, já que eu não o conheço.”
O que significa “a minha impressão”? “Minha impressão” quer dizer dar uma resposta, que consiste em restituir ao paciente alguma coisa da relação que ele tem com o seu sofrimento. Isso é intervir sobre o próprio ponto em que ele o explica, e é levar em conta a maneira pela qual ele o faz, a teoria que ele tem sobre isso, o porque do seu sofrimento e como ele sofre.”
― Cómo trabaja un psicoanalista
Em outras palavras, o sentido, isto é, a relação do Eu com o sintoma, se decide principalmente na relação com o primeiro gesto, com a primeira decisão de recorrer a um outro. É nesse nível que vamos intervir, produzir, introduzir essa retificação subjetiva.
Sempre digo que, na primeira entrevista, há uma demanda maciça por parte do paciente. E é no fim dela que tenho o hábito de lhe dizer: “Bem, vamos parar por aqui a nossa conversa, mas antes eu gostaria de lhe dar a minha impressão, com todos os riscos que isso implica, já que eu não o conheço.”
O que significa “a minha impressão”? “Minha impressão” quer dizer dar uma resposta, que consiste em restituir ao paciente alguma coisa da relação que ele tem com o seu sofrimento. Isso é intervir sobre o próprio ponto em que ele o explica, e é levar em conta a maneira pela qual ele o faz, a teoria que ele tem sobre isso, o porque do seu sofrimento e como ele sofre.”
― Cómo trabaja un psicoanalista
“O homem, por natureza um ser de ilusão e sonhos, não pode deixar de encontrar a desilusão em seu confronto com a dura realidade e de se deprimir facilmente. É no abuso do sonho, ou melhor, é no abuso do sonho de uma felicidade absoluta, ou seja, na embriaguez de correr atrás da ilusão infantil de se tornar um dia um ser perfeito cumulado de amor, é nessa embriaguez que está a raiz da depressão. Ao querer demais o absoluto, encontramos sempre a dor da decepção. Quando nossa existência é apenas sonho, todo despertar brutal é uma queda inevitável no desespero. Estou convencido de que o grande número de deprimidos em nossa época corresponde ao grande número de sonhadores que todos tendemos a ser.”
― A Depressão é a Perda de uma Ilusão
― A Depressão é a Perda de uma Ilusão
“Se pensarmos agora no deprimido, qual seria a ideia que causa sua tristeza doentia? É também a ideia de ter perdido um amor, mas um amor tóxico, um amor fusional. Não há tristeza depressiva que não nasça da perda de um amor fusional. Enquanto a pessoa que sente uma tristeza normal diz a si mesma: “Sinto-me triste porque perdi o que amava e que hoje me faz falta”, a pessoa deprimida diria, “Estou triste, pior, sou pura tristeza. Sinto a tristeza até a medula e a sinto o tempo todo, mesmo quando durmo. Estou triste por ter perdido uma ilusão”, lamenta-se, “a ilusão que me dava forças para ser eu mesmo. Que ilusão? A ilusão de ser amado com um amor fusional que me faz crer que estou absolutamente protegido, que sou absolutamente poderoso ou absolutamente desejável. Ao perder essa ilusão, perdi o essencial, o essencial daquilo que sou, e ao perder o essencial perdi a mim mesmo”.”
― A Depressão é a Perda de uma Ilusão
― A Depressão é a Perda de uma Ilusão
“Amar es creer, de manera por completo ingenua –y ésta es una ingenuidad preciosa–, que el otro, la persona que amamos, algún día podrá colmarnos.”
― Oedipus: The Most Crucial Concept in Psychoanalysis
― Oedipus: The Most Crucial Concept in Psychoanalysis
“O que é o desejo do analista? É o lugar do objeto recoberto pelo véu de um falo imaginário, opaco e enigmático. É isso o desejo do analista.
A expressão “desejo do analista” não quer dizer o desejo da pessoa do analista. Não é o desejo de tornar-se analista. A expressão “desejo do analista” é uma expressão estrutural. É o lugar do objeto recoberto pelo véu de um enigma. É o objeto apresentado sob sua forma enigmática. É só com essa condição que o analista poderá ocupar esse lugar. Isso quer dizer que todo o seu comportamento — a maneira como faz o paciente entrar, como fala com ele, as palavras que usa para fazer as suas intervenções, a duração destas, o tom de sua voz etc. — contribui para que o analista venha ocupar esse lugar. E é ocupando esse lugar que automaticamente ele institui, sem saber e sem perceber, o grande Outro, o referente, o interlocutor dos novos sintomas que vão aparecer e que vão trazer a significação transferencial.
O analista veste o objeto com o mistério do seu silêncio e da sua recusa, para fazer sentir e lembrar que o objeto é sempre insatisfação. Façamos silêncio em nós, aproximemo-nos do objeto insatisfatório da pulsão, aproximemo-nos da sua imagem enigmática e faremos aparecer o grande Outro. Faremos surgir a autoridade, faremos aparecer o grande Outro referente, instituiremos a autoridade do Sujeito Suposto Saber. Essa autoridade existe em qualquer terapia. Um psicoterapeuta é uma autoridade para o seu paciente, e esta existe qualquer que seja a terapia, mas é somente na psicanálise que essa autoridade, essa dimensão do grande Outro, interlocutor dos sintomas portadores da significação transferencial, nasce graças ao comportamento técnico de um operador, de um prático que sabe evocar a natureza opaca do objeto.
O analista assume pois ter que ocupar esse lugar e, como primeiro efeito, produz-se a instituição do grande Outro, do Sujeito Suposto Saber, da autoridade. Segundo efeito importante sobre o analisando, desta vez: se o analista ocupa esse lugar do enigma, faz silêncio em si, vai exercer sobre o analisando uma certa sedução. O analista vai seduzir, mas seduz de modo diferente do histérico: vai seduzir e vai suscitar no analisando o aparecimento de novos sintomas que trazem a marca da transferência.”
― Cómo trabaja un psicoanalista
A expressão “desejo do analista” não quer dizer o desejo da pessoa do analista. Não é o desejo de tornar-se analista. A expressão “desejo do analista” é uma expressão estrutural. É o lugar do objeto recoberto pelo véu de um enigma. É o objeto apresentado sob sua forma enigmática. É só com essa condição que o analista poderá ocupar esse lugar. Isso quer dizer que todo o seu comportamento — a maneira como faz o paciente entrar, como fala com ele, as palavras que usa para fazer as suas intervenções, a duração destas, o tom de sua voz etc. — contribui para que o analista venha ocupar esse lugar. E é ocupando esse lugar que automaticamente ele institui, sem saber e sem perceber, o grande Outro, o referente, o interlocutor dos novos sintomas que vão aparecer e que vão trazer a significação transferencial.
O analista veste o objeto com o mistério do seu silêncio e da sua recusa, para fazer sentir e lembrar que o objeto é sempre insatisfação. Façamos silêncio em nós, aproximemo-nos do objeto insatisfatório da pulsão, aproximemo-nos da sua imagem enigmática e faremos aparecer o grande Outro. Faremos surgir a autoridade, faremos aparecer o grande Outro referente, instituiremos a autoridade do Sujeito Suposto Saber. Essa autoridade existe em qualquer terapia. Um psicoterapeuta é uma autoridade para o seu paciente, e esta existe qualquer que seja a terapia, mas é somente na psicanálise que essa autoridade, essa dimensão do grande Outro, interlocutor dos sintomas portadores da significação transferencial, nasce graças ao comportamento técnico de um operador, de um prático que sabe evocar a natureza opaca do objeto.
O analista assume pois ter que ocupar esse lugar e, como primeiro efeito, produz-se a instituição do grande Outro, do Sujeito Suposto Saber, da autoridade. Segundo efeito importante sobre o analisando, desta vez: se o analista ocupa esse lugar do enigma, faz silêncio em si, vai exercer sobre o analisando uma certa sedução. O analista vai seduzir, mas seduz de modo diferente do histérico: vai seduzir e vai suscitar no analisando o aparecimento de novos sintomas que trazem a marca da transferência.”
― Cómo trabaja un psicoanalista
“O que vocês pretendem dizer quando afirmam que a significação transferencial desses sintomas seria uma significação fálica? Isso quer dizer que esses sintomas vão ser conotados com um sentido sexual, transferencial e sexual. Ao invés de dizer “transferencial e sexual”, dizemos mais precisamente, como Lacan: uma significação fálica. A palavra “fálica” vem marcar de modo mais rigoroso o que chamamos de natureza sexual.
Em resumo, poderíamos dizer que a diferença entre as neuroses de transferência e as neuroses narcísicas vai atuar não só no nível matricial, mas também no nível da significação. Nas neuroses narcísicas, isto é, a melancolia, a paranóia, a esquizofrenia, não há significação fálica. Nas neuroses de transferência, isto é, a histeria, a fobia, a obsessão, os sintomas são conotados com um sentido transferencial e sexual.”
― Cómo trabaja un psicoanalista
Em resumo, poderíamos dizer que a diferença entre as neuroses de transferência e as neuroses narcísicas vai atuar não só no nível matricial, mas também no nível da significação. Nas neuroses narcísicas, isto é, a melancolia, a paranóia, a esquizofrenia, não há significação fálica. Nas neuroses de transferência, isto é, a histeria, a fobia, a obsessão, os sintomas são conotados com um sentido transferencial e sexual.”
― Cómo trabaja un psicoanalista
“...el deseo del analista es el deseo del paciente, se juntan en un solo y único punto. Imagino el deseo del analizante como un triángulo, y el deseo del analista como otro triángulo, ambos tocándose por sus vértices, como una corbata de moño.”
― Los Gritos del Cuerpo (Paidos Psicologia Profunda)
― Los Gritos del Cuerpo (Paidos Psicologia Profunda)
“A tristeza é o sentimento de uma perda, ao passo que o ódio é o sentimento de uma traição. Na tristeza eu me fecho em mim mesmo; no ódio saio de mim, louco de raiva, para atacar o outro e me consolido. Mas na vivência do deprimido a tristeza e o ódio se misturam num só sentimento: o despeito. O que é o despeito? O despeito é uma mágoa misturada com raiva provocada pelo sentimento de ter sido vítima de uma injustiça, de ter sido ferido no amor-próprio ou ainda de ter sido profundamente decepcionado. No despeito, o ódio se transforma em tristeza e a tristeza é carregada de ódio. Podem entender, então, por que devemos qualificar a tristeza depressiva não apenas como ansiosa e atormentada, mas também como despeitada e carregada de ódio.”
― A Depressão é a Perda de uma Ilusão
― A Depressão é a Perda de uma Ilusão
“Uma coisa é a demanda de amor ser inaceitável; outra é senti-la, experimentá-la, fazer a experiência de ter que revelar o ponto central, o núcleo do Eu, isto é, o ponto no qual o objeto enquanto tal aparece na superfície.
É o que, na teoria lacaniana, se pode chamar de “falta a ser”. O sujeito, o analisando, é confrontado não só com a inaceitabilidade da demanda de amor, mas também é confrontado com a falta a ser. Isso quer dizer que o seu ser é uma falta, que seu verdadeiro ser na análise não é ele, o seu Eu: é o que jaz no Eu. O que jaz no centro do Eu é uma falta. É um ponto fundamental, enigmático. É um ponto central, aquele que chamamos habitualmente, na terminologia lacaniana, de objeto “a” ou objeto de Gozo.
Nesse momento de seqüência transferencial, nesse momento fecundo, o analista deve silenciar. Deve fazer silêncio e, como sabemos, há várias formas de silêncio. O analista deve fazer “silêncio-em-si” para fazer surgir o Grande Outro. É nesse momento que o analista faz com que surja o Grande Outro. Para que ele surja, é necessário que o analista faça silêncio em si. Se o analista faz ativamente silêncio em si, é ele que dirige o tratamento. Se não o faz, ignora quem”
― Cómo trabaja un psicoanalista
É o que, na teoria lacaniana, se pode chamar de “falta a ser”. O sujeito, o analisando, é confrontado não só com a inaceitabilidade da demanda de amor, mas também é confrontado com a falta a ser. Isso quer dizer que o seu ser é uma falta, que seu verdadeiro ser na análise não é ele, o seu Eu: é o que jaz no Eu. O que jaz no centro do Eu é uma falta. É um ponto fundamental, enigmático. É um ponto central, aquele que chamamos habitualmente, na terminologia lacaniana, de objeto “a” ou objeto de Gozo.
Nesse momento de seqüência transferencial, nesse momento fecundo, o analista deve silenciar. Deve fazer silêncio e, como sabemos, há várias formas de silêncio. O analista deve fazer “silêncio-em-si” para fazer surgir o Grande Outro. É nesse momento que o analista faz com que surja o Grande Outro. Para que ele surja, é necessário que o analista faça silêncio em si. Se o analista faz ativamente silêncio em si, é ele que dirige o tratamento. Se não o faz, ignora quem”
― Cómo trabaja un psicoanalista
“...el trauma que el niño sufre no es la agresión exterior, sino la huella psíquica que queda de la agresión; lo importante no es la naturaleza del impacto, sino la señal que deja, impresa sobre la superficie del yo".”
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“Como se recordam, a Privação era: eu não tenho o que normalmente deveria ter; a Frustração: não tenho o que me prometeram; a Humilhação: não tenho mais a minha autoestima porque ela foi achincalhada; e a Castração lança uma coloração de angústia nas três vivências da perda. Na Privação, eu sou amputado de uma parte intrínseca do meu ser; a Privação pertence ao domínio do ser. Na Frustração, não recebi o que me prometeram; a Frustração pertence ao domínio do ter. Quanto à Humilhação, ela também pertence ao domínio do ter, pois não tenho mais o orgulho de ser quem sou.
Uma última observação para sublinhar que, seja qual for o tipo de perda — Privação, Humilhação ou Frustração —, o deprimido sente que aquilo que perdeu é uma parte tão essencial de si mesmo que foi ele quem se perdeu. Para o deprimido, perder uma parte é perder tudo. Assim, na Privação, perder a integridade é perder tudo; na Humilhação, perder o amor-próprio é perder tudo; e na Frustração, perder a confiança é perder tudo.”
― A Depressão é a Perda de uma Ilusão
Uma última observação para sublinhar que, seja qual for o tipo de perda — Privação, Humilhação ou Frustração —, o deprimido sente que aquilo que perdeu é uma parte tão essencial de si mesmo que foi ele quem se perdeu. Para o deprimido, perder uma parte é perder tudo. Assim, na Privação, perder a integridade é perder tudo; na Humilhação, perder o amor-próprio é perder tudo; e na Frustração, perder a confiança é perder tudo.”
― A Depressão é a Perda de uma Ilusão
“El analista mira lo que el paciente desea".”
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