Marcelo Ariel

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Marcelo Ariel


Born
Santos, Brazil

Marcelo Ariel é poeta, ensaísta e teatrólogo. Nasceu em 1968 no bairro do Macuco em Santos, viveu por quarenta anos em Cubatão (sp) e hoje vive em São Paulo. Entre seus diversos livros, destacam-se os recentes Ou o silêncio contínuo: poesia reunida 2007-2019 (Kotter, 2020), que conquistou o segundo lugar no prêmio Biblioteca Nacional, Nascer é um incêndio ao contrário (Kotter, 2020), Subir pelo inferno, descer pelo céu (Kotter, 2021), As três Marias no túmulo de Jan Van Eyck (Círculo de Poemas, 2022), Escudos (Arte & Letra, 2023), 22 clareiras e 1 abismo (Letra Selvagem, 2023) e Afastar-se para perto (Reformatório, 2024).

Average rating: 3.86 · 59 ratings · 8 reviews · 15 distinct works
Makunaimã: o mito através d...

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Golpe

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A água veio do sol, disse o...

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Subir Pelo Inferno, Descer ...

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As Três Marias de Jan van Eyck

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Tratado dos Anjos Afogados

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Ou o silêncio contínuo

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Escudos: seguido de A vida ...

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22 Clareiras e 1 Abismo

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Afastar-se para perto: ficç...

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“A vitória de Heba Abu Nada

Da árvore da insônia caem poemas
um para cada criança
O anjo Azrael
empresta
para cada uma
suas asas
para cada bomba que cai
elas tecem
um manto
com os fios
dos cabelos de Sansão

Vemos uma porta feita com
as chaves de suas casas
dela jorram sangue e mel
que evaporam
formando uma nuvem
maior do que Israel

A nuvem desce
como o carro de Ezequiel
cai sobre reis e exércitos
a sombra de Azrael
Ergue a espada o Arcanjo Gabriel
Jerusalém sobe
e vitoriosa
desce a
Palestina
dos céus”
Marcelo Ariel, A água veio do sol, disse o breu

“A educação celeste do gatopássaroárvore

i

Qual é o sentido?

O gatopássaroárvore e seu silêncio coreográfico
que o converte por algum tempo em um bonsaiestreladomar

E como nasce?

Antes do hibridismo
os gatos
tinham um minúsculo pássaro dentro da garganta
do tamanho de uma agulha
que só podia ser visto por outros pássaros
no instante em que alçavam voo
num relance relâmpago vislumbre
do infinito

Como vive?

O bonsai cresce em volta do pássaro
que vive precisamente
embaixo da língua dos gatos
e canta precariamente
quando os gatos desejam dizer algo,
os gatos sempre
dão de beber
ao pássaro
com a língua fazendo
o papel de uma colher
ou copo, num ritmo veloz
talvez o pássaro
seja a sede dos gatos,
observamos que os gatos
por causa do minúsculo
pássaro interior
dormem em forma
de concha ou ninho

“Tornar-se a tempestade”
sussurrou o gatopássaroárvore
em sonho, os gatospássarosárvores
tremem com os relâmpagos desse
sonho

Quando um gatopássaroárvore
morre o pássaro em seu interior
se transforma em luz feroz e transparente

Nossa única chance
é aprender com eles
a ser um jaguar-orquídea
feito com os corpos de um homem e de uma mulher

Algo melhor anterior ao pensamento?

Para isso os gatospássarosárvores
nos observam
o círculo se torna um triângulo porque
as nuvens
que também são animais
nos observam
como se nós fôssemos
outras nuvens

O sangue nos ensina isso
na língua do fundo da paisagem

Não há mais tempo?

O hibridismo começou
no fundo do mar
junto com a iluminação opaca
e a fome

O céu de terra
é o último animal

Diante do enorme felino
com cabeça de pássaro
a pequena aranha
de orvalho
se arma”
Marcelo Ariel, A água veio do sol, disse o breu
tags: gatos

“Eu escrevo meus sonhos, o que eu consigo lembrar. É difícil lembrar de sonhos, eles escapam, eles explodem. Mas se você as escreve logo depois de acordar, as imagens são supremas, sublimes, transcendentes; é poesiaem estado bruto. O maior cineasta que existe é o ser dentro de nós, o que sonha, aquele que vive dentro de um sonho, o invisível, aquele que não dá a mínima. Nosso ser físico, essa coisa aberta e corporal é tão fodidamente consciente. Eu desejo que eu só possa existir nesse ser interior. Estou no meio de um sonho agora. Estou em uma zona híbrida. Estou tentando terminar um filme. Eu não sei se posso realmente terminar. O cinema não é feito de nenhuma certeza matemática para mim. Ainda estou tentando encontrar suas origens. Isso torna o cinema infinito. A vida é misteriosa, mas é bastante precisa, pois a morte é uma certeza absoluta. Mas o cinema é o grande continuum; é imortal; pode recriar a vida; imortaliza o ser; não há morte. Eu estou falando sobre o cinema maior, um cinema que não é metódico, um cinema que é gratuito. Eu estou falando sobre o ser interior. Sou solidário com o cinema maior; eu me esforço para estar no domínio do ser interior, o cineasta invisível, o cineasta que não sabe nada. Cara, isto faz algum sentido?”

LAV DIAZ”
Marcelo Ariel, A água veio do sol, disse o breu



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