,

Leitura Quotes

Quotes tagged as "leitura" Showing 1-30 of 81
José Jorge Letria
“Restava-me o amparo dos livros. Abrigava-me neles da tempestade de todas as dúvidas, e para ali ficava, esquecido das horas, esquecido de mim, observando a paz nocturna dos cães dormindo à minha volta com a serenidade de quem nunca estará de mal com o mundo”
José Jorge Letria, A Mão Esquerda de Cervantes: Contos

Irene Vallejo
“Ler é um ritual que implica gestos, posições, objetos, espaços, materiais, movimentos, modulações de luz. Para imaginarmos como liam os nossos antepassados, precisamos de conhecer, em cada época, essa rede de circunstâncias que rodeiam o íntimo cerimonial de entrar num livro.”
Irene Vallejo, El infinito en un junco

Bráulio Bessa
“Tem livro que a gente lê.
Tem livro que lê a gente.”
Bráulio Bessa, Um Carinho na Alma

Orhan Pamuk
“Os romances nunca serão totalmente imaginários nem totalmente reais. Ler um romance é confrontar-se tanto com a imaginação do autor quanto com o mundo real cuja superfície arranhamos com uma curiosidade tão inquieta. Quando nos refugiamos num canto, nos deitamos numa cama, nos estendemos num divã com um romance nas mãos, nossa imaginação passa a trafegar o tempo entre o mundo daquele romance e o mundo no qual ainda vivemos. O romance em nossas mãos pode nos levar a um outro mundo onde nunca estivemos, que nunca vimos ou de que nunca tivemos notícia. Ou pode nos levar até as profundezas ocultas de um personagem que, na superfície, parece semelhante às pessoas que conhecemos melhor. Estou chamando atenção para cada uma dessas possibilidades isoladas porque há uma visão que acalento de tempos em tempos que abarca os dois extremos. Às vezes tento conjurar, um a um, uma multidão de leitores recolhidos num canto e aninhados em suas poltronas com um romance nas mãos; e também tento imaginar a geografia de sua vida cotidiana. E então, diante dos meus olhos, milhares, dezenas de milhares de leitores vão tomando forma, distribuídos por todas as ruas da cidade, enquanto eles lêem, sonham os sonhos do autor, imaginam a existência dos seus heróis e vêem o seu mundo. E então, agora, esses leitores, como o próprio autor, acabam tentando imaginar o outro; eles também se põem no lugar de outra pessoa. E são esses os momentos em que sentimos a presença da humanidade, da compaixão, da tolerância, da piedade e do amor no nosso coração: porque a grande literatura não se dirige à nossa capacidade de julgamento, e sim à nossa capacidade de nos colocarmos no lugar do outro.”
Orhan Pamuk

“Ler é acumular conhecimento. Mas não apenas isso. Ler nos oferece todo dia o que a religião nos promete para um futuro póstumo e improvável: a possibilidade de vivermos mais do que nosso tempo de vida nos permite fazê-lo.”
Camilo Gomes Jr

Irene Vallejo
“desde os primeiros séculos da escrita até à idade Média, a norma era ler em voz alta, para si próprio ou para os outros, e os escritores pronunciavam as frases à medida que as escreviam ouvindo assim a sua musicalidade. Os livros não eram uma canção que se cantava com a mente, como agora, mas sim uma melodia que saltava para os lábios e soava em voz alta. O leitor convertia-se no intérprete que lhe emprestava as suas cordas vocais. (...) quando se lia um livro costumava haver testemunhas. Eram frequentes as leituras em público,e os relatos que agradavam andavam de boca em boca.”
Irene Vallejo, El infinito en un junco

Afonso Cruz
“É possível que uma pessoa que não tenha nada para fazer ou para se entreter prefira o aborrecimento à leitura, e, não raras vezes, vemos crianças a rebolarem-se
ou a queixarem-se do enfado, mesmo que estejam rodeadas de livros.”
Afonso Cruz, O Vício dos Livros

Leandro Karnal
“Ler deveria ser um item de felicidade, e não uma planilha. Ler para viver e não viver para ler. A felicidade estaria no percurso, e não na meta quantificada.”
Leandro Karnal, Felicidade: Modos de Usar

Milton Hatoum
“Às vezes, a leitura de um livro desvela uma pessoa.”
Milton Hatoum, Relato de um Certo Oriente

Alberto Manguel
“Pelo menos num sentido, contudo, toda a literatura é acção cívica: por ser memória. Toda a literatura preserva algo que, de outra forma, morreria no mesmo instante em que morrem a carne e os ossos do escritor. Ler é reclamar o direito a essa imortalidade humana, porque a memória da escrita é abrangente e ilimitada. Individualmente, os seres humanos lembram-se de pouca coisa: até memórias extraordinárias, como as de Ciro, rei dos persas, capaz de nomear cada soldado nos seus exércitos, nada são quando comparadas com os volumes que enchem as bibliotecas. Os nossos livros são relatos das nossas Histórias: das nossas epifanias e das nossas atrocidades. Nesse sentido, toda a literatura é testemunhal. Mas, entre os testemunhos, há reflexões acerca das tais epifanias e atrocidades, palavras que oferecem essas epifanias para que outros as partilhem, e palavras que envolvem e denunciam as atrocidades de tal modo que não se permita que ocorram em silêncio. São recordações de coisas melhores, de esperança, consolo e compaixão, e mostram que também delas somos, todos nós, capazes. Não alcançamos todas, nem qualquer delas, a todas as horas. Mas a literatura lembra-nos que elas existem, essas qualidades humanas, a seguir aos nossos horrores, tão certas como ao nascimento sucede a morte. Também elas nos definem. Claro que a literatura talvez não seja capaz de salvar ninguém da injustiça, nem das tentações da cobiça, nem das misérias do poder. Mas algo nela tem de ser perigosamente eficaz, se todos os ditadores, todos os governos totalitários, todos os funcionários ameaçados tentam livrar-se dela, queimando livros, proibindo livros, censurando livros, tributando livros, defendendo com palavras ocas a causa da literacia, insinuando que ler é uma actividade elitista.”
Alberto Manguel, Packing My Library: An Elegy and Ten Digressions

Walter Tevis
“- O que você faz exatamente com um livro?
- Você lê.
- "Oh", disse ela. "E o que significa 'ler'?" Balancei a cabeça. Então comecei a virar as páginas do livro que estava segurando e disse: - "Essas marcações aqui representam sons. E os sons formam palavras. Você olha para as marcações e se lembra dos sons, e aí você pratica bastante, e elas começam a soar como se você estivesse ouvindo uma pessoa falando. Falando - mas em silêncio.”
Walter Tevis, Mockingbird

Irene Vallejo
“Somos a única espécie que explica o mundo com histórias, que as deseja, tem saudades delas e as utiliza para o processo de cura.”
Irene Vallejo, Manifiesto por la lectura

Alexander Pushkin
“Começa a ler, a mente se solta.
Vira as páginas vorazmente;
Vê se abrir um mundo diferente.”
Alexander Pushkin, Eugene Onegin

“Não existe pior ou melhor libro, mas o livro que, naquele momento, faz mais sentido para quem está lendo”
Pedro Pacifico, Trinta segundos sem pensar no medo: Memórias de um leitor

Lois Lowry
“Isso me deixou no meio termo, exatamente onde eu mais queria estar: por conta própria. Eu era uma criança solitária que vivia no mundo dos livros e da minha própria imaginação fértil.”
Lois Lowry

“Olho ao redor e vejo que muitos — não todos, mas muitos — problemas que temos poderiam ser sanados, se nossa cultura simplesmente fomentasse o hábito da leitura. Ler livros de ciência, filosofia, história. Ler literatura de qualidade, do tipo que nos toque por uma razão mais profunda, como, por exemplo, por ter algo a dizer para além das futilidades e miudezas da vida, mesmo quando retrata o ordinário da vida, ao mesmo tempo em que o diz com estilo, de um modo ímpar, admirável. Original.

Porém, não somos um país de leitores. Somos o país do futebol transformado em culto, da malandragem elevada a virtude cardinal, do Carnaval tipo exportação. Um país onde há mais letras formando siglas partidárias do que em tudo o que muitos de nossos políticos já escreveram na vida. Um país onde ética se tornou mote para piadas. Onde a democracia não passa de um ridículo teatro de fantoches.

Sim. Olho a meu redor e vejo que muitos problemas que temos poderiam ser sanados, tivéssemos o hábito da leitura. Mas nem sei se alguém está lendo estas palavras.”
Camilo Gomes Jr

Milton Hatoum
“O paraíso neste mundo se encontra no dorso dos alazães, nas páginas de alguns livros e entre os seios de uma mulher.”
Milton Hatoum, Relato de um Certo Oriente

Matt Haig
“os livros, através das histórias e da ficção, podem ser uma forma de recuperarmos algum espaço.
Quando eu tinha 11 anos, sem amigos e com dificuldades de integração na escola, li Os Marginais, Tempos de Juventude e Tex, todos de S. E. Hinton, e subitamente voltei a ter amigos. Os livros que a autora escrevera eram meus amigos. As personagens que ela criara eram minhas amigas. E eram amigos a sério, pois ajudaram-me, tal como, noutras alturas, fui ajudado pelos meus amigos Ursinho Pooh, Scout Finch, Pip ou pela Cécile, de Bonjour Tristesse. As histórias em que eles habitavam eram lugares onde eu me podia esconder e sentir--me em segurança.
Os mundos da ficção são essenciais neste planeta que pode tornar-se excessivo, neste planeta em que estamos a ficar sem espaço mental. Esses mundos podem funcionar como um escape à realidade, sim, mas não como escapatória à verdade. É precisamente o contrário. Eu costumava ter dificuldades em integrar-me no mundo “real”. Os códigos que tínhamos de seguir. As mentiras que tínhamos de dizer. Os risos que tínhamos de fingir. Mas eu não sentia que a ficção fosse uma fuga a essas verdades; era uma espécie de porta de entrada nessa realidade. Mesmo que a verdade do livro estivesse repleta de monstros ou ursos falantes, o certo é que havia ali sempre algum tipo de verdade. Uma verdade capaz de manter a nossa sanidade ou, pelo menos, de nos manter na nossa pele.
No meu caso, ler nunca foi uma atividade antissocial. Bem pelo contrário, era profundamente social. Ficar intimamente ligado à imaginação de outro ser humano era o tipo de socialização mais profunda que podia existir. Ler era uma forma de me ligar a algo, sem necessidade de passar pelos inúmeros filtros que, geralmente, a sociedade impõe.
Muitas vezes, dá-se importância à leitura devido ao valor social. A leitura está associada à educação, à economia, e por aí fora. Mas isso é passar ao lado do verdadeiro sentido da leitura.
Ler não é importante por nos ajudar a arranjar um emprego. É importante por nos dar um espaço em que podemos existir para lá da nossa vida real. É a forma de os seres humanos se juntarem. De as mentes se ligarem umas às outras. É a forma dos sonhos, da empatia, da compreensão, do escape.
A leitura é amor em ação.”
Matt Haig, Notes on a Nervous Planet

Ana Maria Machado
“Ninguém deve ser forçado a ler nada. Ler é um direito de cada cidadão, não é um dever.”
Ana Maria Machado

Ana Maria Machado
“Como ler - essa é uma grande questão que vamos encontrando a toda hora nesse mergulho pelos livros essenciais. Ler criticamente é uma das respostas. Significa que não se lê para concordar servilmente em atitude reverente, mas também não se lê para discordar e refutar num eterno desafio.”
Ana Maria Machado, Como e Por Que Ler os Clássicos Universais desde Cedo

Ana Maria Machado
“(...) em pouco tempo poderemos ter o pesadelo de gerações que não conseguem entender a literatura atual porque não conhecem os clássicos que a procedem.”
Ana Maria Machado, Como e Por Que Ler os Clássicos Universais desde Cedo

Fernando Pessoa
“Ai que prazer
Nao cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!”
Fernando Pessoa, Poemas Escolhidos de Alberto Caeiro

“O leitor não é passivo, ele opera um trabalho produtivo, ele reescreve. Altera o sentido, faz o que bem entende, distorce, reemprega, introduz variantes, deixa de lado os usos corretos. Mas ele também é transformado: encontra algo que não esperava e não sabe nunca onde isso poderá levá-lo.”
Michèle Petit

“(...) o que determina a vida dos seres humanos é em grande medida o peso das palavras, ou o peso de sua ausência. Quanto mais formos capazes de nomear o que vivemos, mais aptos estaremos para vivê-lo e transformá-lo. Enquanto o oposto, a dificuldade de simbolizar, pode vir acompanhado de uma agressividade incontrolada. Quando se é privado das palavras para pensar sobre si mesmo, para expressar sua angústia, sua raiva, suas esperanças, só resta o corpo para falar: seja o corpo que grita com todos seus sintomas, seja o enfrentamento violento de um corpo com outro, a passagem para o ato.”
Michèle Petit

“Segundo esses políticos e intelectuais, caberia então aos professores, aos bibliotecários, introduzir esses jovens marginalizados em uma espécie de rito de passagem, obrigando-os a pertencer, através do ato de compartilhar os grandes textos. Encontramos nesses discursos a crença antiga de que os textos escritos poderiam modelar aqueles que os decifram, e que certos textos considerados fundadores, poderiam imprimir-se neles como se fossem páginas em branco, até que os leitores se assemelhassem pouco a pouco ao que ingerem. Vejam que estamos na primeira vertente da leitura.”
Michèle Petit

“Não se trata de partir em uma cruzada para difundir a leitura, o que seria, aliás, a melhor forma de afugentar todo mundo. Mas também não se ganha nada se não se distingue a eficácia específica de cada um desses gestos que os sociólogos e estatísticos agrupam em um mesmo pacote chamado "práticas culturais" ou "práticas de lazer". Pode ser excitante todo mundo junto gritar em um estádio para pontuar o fim de uma canção ou a trajetória de uma bola de fu-tebol, mas trata-se de um registro muito diferente do da intimidade um pouco transgressora propiciada pela leitura. E, mais ainda, a leitura de ficção, em que por meio do devaneio subjetivo de um escritor, as palavras tocam os leitores um a um e permitem que expressem o que há de mais secreto neles.”
Michèle Petit

“A literatura não é uma experiência separada da vida; a literatura, a poesia e a arte estão também na vida; é preciso prestar atenção.”
Michèle Petit, El arte de la lectura en tiempos de crisis

Paul Auster
“Nenhum outro menino em seu círculo de conhecidos tinha lido o que ele tinha lido e, como tia Mildred escolhia os livros cuidadosamente para ele, assim como havia escolhido para a irmã, em seu período de confinamento, treze anos antes, Ferguson lia os livros que ela mandava com uma avidez que parecia fome física, pois sua tia compreendia quais livros iam dos seis para os oito anos de idade, dos oito para os dez, dos dez para os doze — e daí até o fim do ensino médio. Contos de fadas, para começar os Irmãos Grimm e os livros muito coloridos compilados pelo escocês Lang, depois os fantásticos e assombrosos romances de Lewis Carroll, George MacDonald e Edithh Nesbit, seguidos pelas versões de mitos gregos e romanos escritas por Bulfinch, uma adaptação infantil de Odisseia, A teia de Charlotte, uma adaptação de As mil e uma noites, remontadas com o título de As sete viagens de Simbad, o Marujo, e mais adiante, uma seleção de seiscentas páginas de As mil e uma noites originais, e no ano seguinte O médico e o monstro, contos de horror e mistério de Poe, O príncipe e o mendigo, Raptado, Um conto de Natal, Tom Sawyer e Um estudo em vermelho, e a reação de Ferguson foi tão forte ao livro de Conan Doyle que o presente que ele ganhou da tia Mildred em seu décimo primeiro aniversário foi uma edição imensamente gorda, abundantemente ilustrada, de Histórias Completas de Sherlock Holmes.”
Paul Auster, 4 3 2 1

José de Alencar
“Naquele tempo o comércio dos livros era, como ainda hoje, artigo de luxo; todavia, apesar de mais baratas, as obras literárias tinham menor circulação.

Provinha isso da escassez das comunicações com a Europa, e da maior raridade de livrarias e gabinetes de leitura.

Cada estudante, porém, levava consigo a modesta provisão que juntara durante as férias, e cujo uso entrava logo para a comunhão escolástica. Assim correspondia São Paulo às honras de sede de uma academia, tornando-se o centro do movimento literário.

Uma das livrarias, a que maior cabedal trazia a nossa biblioteca, era de Francisco Otaviano, que herdou do pai uma escolhida coleção das obras dos melhores escritores da literatura moderna, a qual o jovem poeta não se descuidava de enriquecer com as últimas publicações.

Meu companheiro de casa era dos amigos de Otaviano, e estava no direito de usufruir sua opulência literária. Foi assim que um dia vi pela primeira vez o volume das obras completas de Balzac, nessa edição em folha que os tipógrafos da Bélgica vulgarizam pôr preço módico.

As horas que meu companheiro permanecia fora, passava-as eu com o volume na mão, a reler os títulos de cada romance da coleção, hesitando na escolha daquele pôr onde havia de começar. Afinal decidia-me pôr um dos mais pequenos; porém, mal começada a leitura, desistia ante a dificuldade.

Tinha eu feito exame de francês à minha chegada em São Paulo e obtivera aprovação plena, traduzindo uns trechos do Telêmaco e da Henriqueida; mas, ou soubesse eu de outiva a versão que repeti, ou o francês de Balzac não se parecesse em nada com o de Fenelon e Voltaire; o caso é que não conseguia compreender um período de qualquer dos romances da coleção.

Todavia achava eu um prazer singular em percorrer aquelas páginas, e pôr um ou outro fragmento de ideia que podia colher nas frases indecifráveis, imaginava os tesouros que ali estavam defesos à minha ignorância.

Conto-lhe este pormenor para que veja quão descurado foi o meu ensino de francês, falta que se deu em geral com toda a minha instrução secundária, a qual eu tive de refazer na máxima parte, depois de concluído o meu curso de direito, quando senti a necessidade de criar uma individualidade literária.

Tendo meu companheiro concluído a leitura de Balzac, a instâncias minhas, passou-me o volume, mas constrangido pela oposição de meu parente que receava dessa diversão.

Encerrei-me com o livro e preparei-me para a luta. Escolhido o mais breve dos romances, armei-me do dicionário e, tropeçando a cada instante, buscando significados de palavra em palavra, tornando atrás para reatar o fio da oração, arquei sem esmorecer com a ímproba tarefa. Gastei oito dias com a Grenadière; porém um mês depois acabei o volume de Balzac; e no resto do ano li o que então havia de Alexandre Dumas e Alfredo Vigny, além de muito de Chateaubriand e Victor Hugo.

A escola francesa, que eu então estudava nesses mestres da moderna literatura, achava-me preparado para ela. O molde do romance, qual mo havia revelado pôr mera casualidade aquele arrojo de criança a tecer uma novela com os fios de uma ventura real, fui encontrá-lo fundido com a elegância e beleza que jamais lhe poderia dar.”
José de Alencar, Como e Por Que Sou Romancista

Alberto Manguel
“Não tenho nenhum sentimento de culpa acerca dos livros que não li e que talvez nunca lerei; sei que os meus livros têm uma paciência sem limites. Esperarão por mim até ao fim dos meus dias.”
Alberto Manguel, The Library at Night

« previous 1 3