Racismo Quotes
Quotes tagged as "racismo"
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“Un Mundo no implica la abolición de fronteras, lo que llevaría a un aumento en la migración, crearía tensiones y desestabilizaría la vida en nuestro planeta. Un Mundo implica más bien la abolición del concepto de fronteras en la mente de las personas y reemplazar la devoción a naciones individuales con la creencia en un mundo unido, hogar de una sola raza: la raza humana.”
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“En mi casa está prohibido el tequila, le escuché decir a mi tío Julián. Yo nada más sirvo whisky a mis invitados: hay que blanquear el gusto de los mexicanos.”
― Las batallas en el desierto
― Las batallas en el desierto
“Antes de vivir con los demás tengo que vivir conmigo mismo, y la única cosa que no se rige por la regla de la mayoría es la propia conciencia”
― Harper Lee's To Kill a Mockingbird
― Harper Lee's To Kill a Mockingbird
“¿Como es posible que uno odie tan terriblemente a Hitler y luego, al mirar a su alrededor, sea tan injusto con personas de nuestra propia Patria?”
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“-Y le persiguieron pero no podian cogerle porque no sabian qué figura tenía, y, Atticus, cuando por fin le vieron, resultaba que no habia hecho nada de todo aquello... Atticus, era un chico bueno de veras...
-La mayoria de personas lo son, Scout, cuando por fin las ves.”
― Matar a un ruiseñor
-La mayoria de personas lo son, Scout, cuando por fin las ves.”
― Matar a un ruiseñor
“Lo habían hecho en ocasiones anteriores, lo han hecho esta noche y lo harán de nuevo, y cuando lo hacen... parece que sólo lloran los niños”
― Matar a un ruiseñor
― Matar a un ruiseñor
“Humanos Uranio (El Soneto)
Para mí, no hay padre santo,
no hay prostituta impío,
solo hay gente.
Para mí, no hay familia real,
no hay familia conserje,
solo familia de gente.
Para mí, no hay científico,
no hay laico, solo gente.
Para mí, no hay espiritual,
no hay profano, solo gente.
Para algunos somos hijos de puta,
Para otros somos hijos de santa.
Yo digo, somos caballería del corazón,
Somos todos un reactor de fuerza.
Somos todos humanos uranio,
extremadamente inestables,
pero extremadamente potentes.”
― Vande Vasudhaivam: 100 Sonnets for Our Planetary Pueblo
Para mí, no hay padre santo,
no hay prostituta impío,
solo hay gente.
Para mí, no hay familia real,
no hay familia conserje,
solo familia de gente.
Para mí, no hay científico,
no hay laico, solo gente.
Para mí, no hay espiritual,
no hay profano, solo gente.
Para algunos somos hijos de puta,
Para otros somos hijos de santa.
Yo digo, somos caballería del corazón,
Somos todos un reactor de fuerza.
Somos todos humanos uranio,
extremadamente inestables,
pero extremadamente potentes.”
― Vande Vasudhaivam: 100 Sonnets for Our Planetary Pueblo
“El clima marca la diferencia en el color, Pero no en el carácter del individuo.”
― Poesía Humanitaria: Cien Sonetos Para Mi Familia Mundial
― Poesía Humanitaria: Cien Sonetos Para Mi Familia Mundial
“O racismo sempre existiu, Bolsonaro deu a eles o poder de justificar, a normalização. Até pouco tempo, se dizia na cara do preto: preto safado. Agora, negam o racismo. É somente uma forma mais sofisticada de dizer: preto safado.”
― Ciência para não cientistas: como ser mais racional em um mundo cada vez mais irracional, vol. 1 (Bolsonarismo) (Inteligência Artificial, Democracia, e Pensamento Crítico)
― Ciência para não cientistas: como ser mais racional em um mundo cada vez mais irracional, vol. 1 (Bolsonarismo) (Inteligência Artificial, Democracia, e Pensamento Crítico)
“O racismo sempre existiu, Bolsonaro deu a eles o poder de justificar, a normalização. Até pouco tempo, se dizia na cara do preto: preto safado. Agora, negam o racismo. É somente uma forma mais sofisticada de dizer: preto safado. Negar o racismo é somente uma forma nova de dizer que ele deveria trabalhar, como o branco honesto, cidadão de bem, para conseguir o que quer. Racismo é somente uma forma da esquerda roubar o branco trabalhador, do preto safado não trabalhar para conseguir o que quer.”
― Ciência para não cientistas: como ser mais racional em um mundo cada vez mais irracional, vol. 1 (Bolsonarismo) (Inteligência Artificial, Democracia, e Pensamento Crítico)
― Ciência para não cientistas: como ser mais racional em um mundo cada vez mais irracional, vol. 1 (Bolsonarismo) (Inteligência Artificial, Democracia, e Pensamento Crítico)
“Gostaríamos de pensar que as nossas relações são, por princípio, marcadas por benevolência e que, na falta de qualquer informação, à partida gostamos do Outro. No entanto, poderá não ser bem assim e ficamos por vezes chocados quando confrontados com algo que afinal parece surgir tão naturalmente que não o controlamos.”
― Preconceito e Discriminação em Portugal
― Preconceito e Discriminação em Portugal
“a nossa forma de pensar tem uma fortíssima tendência para o nós vs. eles”
― Preconceito e Discriminação em Portugal
― Preconceito e Discriminação em Portugal
“Existe un mito muy peligroso de que Hitler fue alimentado únicamente por el racismo. Su deseo de diseñar la sociedad era omnipresente. El racismo por sí solo no puede explicar lo que sucedió en el Holocausto sin abordar también las políticas estatistas de Hitler.”
― Thoughts in the Ether: Pensamientos en el Éter
― Thoughts in the Ether: Pensamientos en el Éter
“Los progresistas estadounidenses no pueden o no quieren dar el salto intelectual de que la "ciencia" en el "racismo científico" no se originó con las personas a las que de otra manera acusan de ni siquiera creer en la "ciencia" en primer lugar.”
― Thoughts in the Ether: Pensamientos en el Éter
― Thoughts in the Ether: Pensamientos en el Éter
“Un "racista" cree que es mejor que otras razas. Un "elitista" piensa que es mejor que todos.”
― Thoughts in the Ether: Pensamientos en el Éter
― Thoughts in the Ether: Pensamientos en el Éter
“Nazismo = "nacionalsocialismo". Bolchevismo = "socialismo internacional". Uno era el colectivismo basado en la clase económica, el otro el colectivismo basado en la raza y la etnia. Estuvieron de acuerdo en la parte socialista, pero no estuvieron de acuerdo en los participantes.”
― Thoughts in the Ether: Pensamientos en el Éter
― Thoughts in the Ether: Pensamientos en el Éter
“Muchos jóvenes estadounidenses que lucharon en la segunda guerra mundial habían sido esterilizados bajo leyes eugenésicas consideradas "constitucionales" por la corte suprema de los Estados Unidos bajo el caso de 1927 de Buck v. Bell. Más de 80 000 estadounidenses serían esterilizados por la fuerza bajo ese precedente legal. Casualmente, Buck v Bell es también el precedente legal citado en Roe v. Wade, el famoso caso del derecho al aborto.”
― Thoughts in the Ether: Pensamientos en el Éter
― Thoughts in the Ether: Pensamientos en el Éter
“O negro, no entanto, é aquele que traz a marca do “corpo negro”, que expressa, escatologicamente, o repertório do execrável que a cultura afasta pela negativização. Vítima das representações sociais que investem sua aparência daqueles sentidos que são socialmente recusados, o negro se vê condenado a carregar na própria aparência a marca da inferioridade social. Para o indivíduo negro, o processo de se ver em um “nós” em relação às tipificações sociais inscritas no extremo da desejabilidade esbarra nessa marca – o corpo – que lhe interdita tal processo de identificação; ao mesmo tempo, a cultura incita-o a aderir aos signos da desejabilidade, pela injunção, própria das estruturas da cultura, que resulta do fato de que os signos desse sistema são introjetados pelos indivíduos no processo de socialização, como diz Rodrigues.
Dessa forma, a cultura, que construiu a categoria “negro” enquanto um signo, produz, para o indivíduo negro, uma posição de ambivalência: oferece-lhe um paradigma – o da brancura – como lugar de identificação social; no entanto, por representar justamente o outro da brancura, tal identificação é, ipso facto, interditada, pois a distância entre os extremos na rede de tipificações, como se viu em Rodrigues, deve ser mantida.
Preso às malhas da cultura, o negro trava uma luta infinda na tentativa de se configurar como indivíduo no reconhecimento de um “nós”. Seu corpo negro, socialmente concebido como representando o que corresponde ao excesso, ao que é outro, ao que extravasa, significa, para o negro, a marca que, a priori, o exclui dos atributos morais e intelectuais associados ao outro do negro, ao branco: o negro vive cotidianamente a experiência de que sua aparência põe em risco sua imagem de integridade.
Se a cultura lhe atribuiu uma natureza que é da ordem do inaceitável, esses sentidos são introjetados pelo negro e vão, necessariamente, produzir configurações psíquicas particulares. Nesse processo em que a cultura o captura, o negro recusa sua própria imagem e permanece cativo do fantasma da inferioridade, de que seu corpo é, socialmente, a marca.”
― A cor do inconsciente: Significações do corpo negro
Dessa forma, a cultura, que construiu a categoria “negro” enquanto um signo, produz, para o indivíduo negro, uma posição de ambivalência: oferece-lhe um paradigma – o da brancura – como lugar de identificação social; no entanto, por representar justamente o outro da brancura, tal identificação é, ipso facto, interditada, pois a distância entre os extremos na rede de tipificações, como se viu em Rodrigues, deve ser mantida.
Preso às malhas da cultura, o negro trava uma luta infinda na tentativa de se configurar como indivíduo no reconhecimento de um “nós”. Seu corpo negro, socialmente concebido como representando o que corresponde ao excesso, ao que é outro, ao que extravasa, significa, para o negro, a marca que, a priori, o exclui dos atributos morais e intelectuais associados ao outro do negro, ao branco: o negro vive cotidianamente a experiência de que sua aparência põe em risco sua imagem de integridade.
Se a cultura lhe atribuiu uma natureza que é da ordem do inaceitável, esses sentidos são introjetados pelo negro e vão, necessariamente, produzir configurações psíquicas particulares. Nesse processo em que a cultura o captura, o negro recusa sua própria imagem e permanece cativo do fantasma da inferioridade, de que seu corpo é, socialmente, a marca.”
― A cor do inconsciente: Significações do corpo negro
“Os estereótipos raciais negativos presentes em piadas e brincadeiras racistas são os mesmos que motivam práticas discriminatórias contra minorias raciais em outros contextos. É mesmo possível afirmar que piadas e brincadeiras que reproduzem estigmas raciais não afetam a vida dos membros desses grupos, sendo então socialmente irrelevantes? Muitas teorias psicológicas demonstram que o humor não é uma mera reação reflexa, mas sim produto do contexto cultural no qual as pessoas vivem. Isso significa que ele adquire sentido a partir dos valores presentes no espaço público. Ele manifesta a hostilidade por pessoas que possuem status social inferior. Podemos realmente argumentar que o humor baseado em estereótipos raciais tem uma natureza benigna porque procura apenas produzir um efeito cômico e não promover animosidade contra minorias raciais? Uma análise do conteúdo de piadas racistas demonstra que ele perpetua os mesmos elementos que estavam presentes em políticas públicas de caráter eugênico destinadas a promover a eliminação da herança africana por meio da transformação racial da população brasileira. Podemos mesmo dizer que o humor racista tem apenas a função de produzir um efeito cômico ou devemos partir do pressuposto de que ele serve como veículo para uma política cultural destinada a legitimar estruturas hierárquicas?
Vivemos em uma nação que professa uma cultura democrática, o que implica seu compromisso com o reconhecimento da igualdade moral entre todos os indivíduos. A partir de que parâmetros podemos conciliar o interesse na proteção da reputação de grupos sociais com o direito à liberdade de expressão? O que deve ter prioridade, o direito individual ou os de interesse coletivo, na proteção da reputação pessoal?”
― Racismo Recreativo
Vivemos em uma nação que professa uma cultura democrática, o que implica seu compromisso com o reconhecimento da igualdade moral entre todos os indivíduos. A partir de que parâmetros podemos conciliar o interesse na proteção da reputação de grupos sociais com o direito à liberdade de expressão? O que deve ter prioridade, o direito individual ou os de interesse coletivo, na proteção da reputação pessoal?”
― Racismo Recreativo
“Não há, portanto, brancos e negros, mas sim mecanismos de atribuição de sentido a traços fenotípicos para que a dominação de um grupo sobre outro possa ser legitimada. Assim, devemos entender a raça como uma construção social que procura validar projetos de dominação baseados na hierarquização entre grupos com características físicas distintas. Ao se construir minorias raciais como grupos com traços morais específicos, membros do grupo racial dominante podem justificar um sistema de dominação que procura garantir a permanência de oportunidades sociais nas suas mãos.
...
Portanto, o conceito de raça é produto de um processo de atribuição de significados que expressa o poder de grupos majoritários de construir sentidos que corroboram relações raciais hierárquicas. Por ser uma construção cultural, a raça pertence ao mundo simbólico, expressando sentidos que são criados com o propósito específico de dominação. Isso significa que ela não possui significados fixos, mas adquire conotações específicas dentro de contextos culturais e históricos particulares. Por esse motivo, o pertencimento a grupos raciais pode mudar ao longo do tempo dependendo dos interesses materiais dos grupos dominantes. Assim, o processo de racialização de grupos humanos é um exercício de poder que proporciona os instrumentos para a dominação de certas populações, pois elas são criadas como diferentes e inferiores.”
― Racismo Recreativo
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Portanto, o conceito de raça é produto de um processo de atribuição de significados que expressa o poder de grupos majoritários de construir sentidos que corroboram relações raciais hierárquicas. Por ser uma construção cultural, a raça pertence ao mundo simbólico, expressando sentidos que são criados com o propósito específico de dominação. Isso significa que ela não possui significados fixos, mas adquire conotações específicas dentro de contextos culturais e históricos particulares. Por esse motivo, o pertencimento a grupos raciais pode mudar ao longo do tempo dependendo dos interesses materiais dos grupos dominantes. Assim, o processo de racialização de grupos humanos é um exercício de poder que proporciona os instrumentos para a dominação de certas populações, pois elas são criadas como diferentes e inferiores.”
― Racismo Recreativo
“Podemos identificar no que estamos chamando de racismo recreativo formas de operação similares àquelas presentes em outros tipos de racismo. Demonstraremos nos capítulos posteriores que a motivação psicológica por trás do racismo recreativo tem algumas características do que especialistas chamam de racismo aversivo. Segundo psicólogos cognitivistas, os sentimentos conscientes e inconscientes que sustentam atitudes negativas em relação a negros são ancorados pelo funcionamento do psiquismo humano. Nós raciocinamos por um processo de percepção, classificação e generalização, elementos responsáveis pela criação de esquemas mentais a partir dos quais pessoas e situações são interpretadas. Mais do que meras construções cognitivas, eles possuem conteúdos formados por representações sociais dos diferentes grupos. Esse é um dos motivos pelos quais pessoas podem defender a igualdade formal entre todos os indivíduos, mas ainda assim serem influenciadas por sentimentos que as motivam a se relacionarem preferencialmente com pessoas que fazem parte do mesmo grupo racial. O racismo aversivo ocorre principalmente pela expressão de preconceitos sutis, mas persistentes, que indicam o desprazer na interação social com negros, motivo pelo qual pessoas brancas tentam evitar contato com eles ou os tratam com o devido distanciamento social. Os racistas aversivos tratam minorias raciais de maneira cordial, mas essa interação não tem um caráter espontâneo, sendo meramente circunstancial. Como é o caso de pessoas abertamente racistas, o comportamento desses indivíduos também decorre de um sentimento de superioridade em relação a minorias raciais, embora ele não seja necessariamente um ponto de partida para suas interações sociais e posições políticas. Eles podem não discriminar pessoas a partir dessa convicção, mas possivelmente não contestarão processos sociais responsáveis pela opressão racial. A atuação deles se limitará na maior parte do tempo à defesa do tratamento igualitário entre todos. Certos autores afirmam ainda que a tendência a evitar contato com negros também tem um caráter estratégico: ela parte do interesse deles em não serem vistos como racistas. Interações sociais com minorias raciais são, portanto, fonte de ansiedade para pessoas brancas, motivo pelo qual muitas delas procuram evitar contato social com membros desses grupos. Mas, embora convivam quase exclusivamente com pessoas do mesmo grupo racial, esses indivíduos rejeitam enfaticamente a sugestão de que sejam racistas em função da sua crença em ideais igualitários, o que efetivamente pode corresponder às suas convicções.”
― Racismo Recreativo
― Racismo Recreativo
“Certos autores identificam três tipos de microagressões: microassaltos, microinsultos e microinvalidações. O primeiro designa um ato que expressa atitudes de desprezo ou de agressividade de uma pessoa em relação a outra em função de seu pertencimento social. Isso pode ocorrer por meio de falas ou comportamentos físicos que pressupõem uma diferença de valor entre pessoas; eles geralmente são conscientes e propositais, sendo então expressões de estereótipos negativos em relação ao outro. Estamos aqui diante daqueles indivíduos que evitam interações sociais com minorias, que não tratam minorias com a mesma cortesia que dispensam a pessoas do próprio grupo.
Os microinsultos são formas de comunicação que demonstram de maneira expressa ou encoberta uma ausência de sensibilidade à experiência, à tradição ou à identidade cultural de uma pessoa ou um grupo de pessoas. Microinsultos podem ser não propositais, embora sejam manifestações de um sentimento de superioridade que uma pessoa sente em relação à outra por fazer parte do grupo dominante. Então, microinsultos decorrem de valorações culturais que atribuem importância distinta a grupos sociais e suas vivências de opressão ou das tradições culturais. Eles também podem assumir a forma de mensagens ou representações culturais derrogatórias quando símbolos ou ritos sinalizam desprezo por membros de grupos minoritários.
O terceiro tipo, as microinvalidações, ocorre quando sujeitos deixam de atribuir relevância às experiências, aos pensamentos e aos interesses de um membro específico de uma minoria. Por exemplo, o indivíduo atribui valor a pessoas de sua própria raça quando falam sobre situações de estresse emocional, mas deixa de fazer o mesmo quando minorias afirmam que sofrem mentalmente em função de tratamentos discriminatórios. Parte-se do pressuposto de que a experiência da pessoa tem natureza diferente da que ela percebe, o que acontece, por exemplo, quando homossexuais contam casos de discriminação. A desconsideração da seriedade do relato desses indivíduos tem sido frequentemente utilizada como estratégia para negar a relevância da homofobia.”
― Racismo Recreativo
Os microinsultos são formas de comunicação que demonstram de maneira expressa ou encoberta uma ausência de sensibilidade à experiência, à tradição ou à identidade cultural de uma pessoa ou um grupo de pessoas. Microinsultos podem ser não propositais, embora sejam manifestações de um sentimento de superioridade que uma pessoa sente em relação à outra por fazer parte do grupo dominante. Então, microinsultos decorrem de valorações culturais que atribuem importância distinta a grupos sociais e suas vivências de opressão ou das tradições culturais. Eles também podem assumir a forma de mensagens ou representações culturais derrogatórias quando símbolos ou ritos sinalizam desprezo por membros de grupos minoritários.
O terceiro tipo, as microinvalidações, ocorre quando sujeitos deixam de atribuir relevância às experiências, aos pensamentos e aos interesses de um membro específico de uma minoria. Por exemplo, o indivíduo atribui valor a pessoas de sua própria raça quando falam sobre situações de estresse emocional, mas deixa de fazer o mesmo quando minorias afirmam que sofrem mentalmente em função de tratamentos discriminatórios. Parte-se do pressuposto de que a experiência da pessoa tem natureza diferente da que ela percebe, o que acontece, por exemplo, quando homossexuais contam casos de discriminação. A desconsideração da seriedade do relato desses indivíduos tem sido frequentemente utilizada como estratégia para negar a relevância da homofobia.”
― Racismo Recreativo
“A identidade social adquire significado especial naquelas situações em que as pessoas classificam a si mesmas a partir de categorias que as identificam como membros de grupos específicos. Ela se tornará relevante em função do contexto no qual elas se encontram, e isso significa que as diversas situações permitam às pessoas estabelecer comparações com outros grupos, principalmente por meio de avaliações positivas de seu grupo em relação a outros. Esse mecanismo é particularmente relevante para analisamos expressões de humor derrogatório. Para os autores dessa teoria, esse tipo de humor permite aos membros de um determinado grupo manter distinção social por meio da ênfase em elementos identitários relevantes. O humor hostil cumpre então uma função importante: preservar a distinção social positiva de um grupo em relação a outro por meio da ênfase nos aspectos negativos dos que são representados em expressões humorísticas. Isso ocorre a todo momento, mas principalmente quando o avanço dos direitos de minorias ameaça desestabilizar o sentimento de superioridade. Esse estado de coisas aumenta a solidariedade entre os membros do grupo dominante, além de permitir que o próprio indivíduo mantenha uma percepção positiva de si mesmo.”
― Racismo Recreativo
― Racismo Recreativo
“É importante termos em mente que o humor racista não é apenas um meio de divulgação de estigmas referentes a membros de minorias raciais. Em última instância, ele tem o propósito de afirmar a ideia de que os membros do grupo racial dominante são os únicos atores sociais merecedores de respeito, de que são os únicos atores sociais competentes. Dessa forma, o humor racista tem um objetivo importante: convencer os indivíduos de que os arranjos sociais só podem ser preservados se pessoas brancas forem mantidas em posições de poder. Essa afirmação está baseada em um argumento muito simples: piadas racistas são um tipo de mensagem, e como tal elas transmitem uma pluralidade de sentidos. Uma pessoa branca que procura degradar negros por meio do humor racista está dizendo que eles são inferiores, mas também está afirmando que brancos são necessariamente superiores a eles. O humor racista não é apenas um veículo de expressão de condescendência ou de agressividade, é também uma forma encontrada pelas pessoas brancas para defender a posição privilegiada que ocupam, razão pela qual não podemos ignorar seu caráter estratégico.”
― Racismo Recreativo
― Racismo Recreativo
“Como tem sido afirmado por diversos estudiosos, a cordialidade brasileira opera como um dispositivo discursivo que pretende encobrir a natureza hierárquica das interações raciais entre negros e brancos nesta sociedade. A natureza assimétrica delas indica que essa suposta cordialidade permanece apenas quando as diferenças de status entre negros e brancos estão claramente mantidas. Quaisquer alterações a essa ordem, quaisquer conflitos provocam reações racistas imediatas. Mais do que isso, a estratégia do amigo negro ignora o aspecto aversivo e simbólico do racismo. Pessoas brancas podem conviver socialmente com negros, podem defender a igualdade formal entre as raças, podem até mesmo ser casadas com pessoas negras, mas isso não significa que elas não sejam racistas. Estigmas raciais circulam socialmente e influenciam a percepção dos indivíduos, motivo pelo qual o fato de pessoas terem parentes ou amigos negros não impede que elas tenham atitudes racistas ou que sejam racistas. Além disso, a análise da injúria racial não deve ser analisada apenas a partir da motivação do acusado, mas também a partir do dano causado à vítima.”
― Racismo Recreativo
― Racismo Recreativo
“Mensagens de conteúdo discriminatório dirigidos a um indivíduo específico podem gerar danos significativos para ele. Um incidente racista como uma piada que reproduz estereótipos de natureza negativa gera alterações físicas imediatas na pessoa, como aumento da pressão sanguínea, mudança do padrão de respiração e comportamentos agressivos. Tendo em vista o fato que estereótipos negativos sobre minorias atuam de forma incessante dentro do nosso universo cultural, outros problemas podem ocorrer: baixa autoestima, diminuição da aspiração pessoal e comportamentos depressivos. Estudos sugerem que certas doenças particularmente comuns entre grupos minoritários, como alterações de pressão cardíaca e também de diabetes, estão associadas ao estresse emocional devido à exposição a tratamentos discriminatórios.
Vemos então que os danos psicológicos decorrentes de tratamentos discriminatórios legitimados por estereótipos são significativos. Eles incluem medos patológicos e retraimento social. O indivíduo faz todo o possível para evitar as situações que provocaram estresse emocional, o que torna a vida em sociedade uma fonte de ameaça constante. Essas pessoas podem desenvolver um sentimento de desconfiança permanente em relação a membros dos grupos dominantes, algo muito grave, uma vez que ela está em contato com eles todo o tempo. Mas algo ainda mais problemático pode ocorrer, porque essas pessoas podem internalizar o ódio expresso nas representações racistas e procurar se afastar do próprio grupo social, o que significa se afastar de si mesma. Outros indivíduos recorrem a meios problemáticos para reagir ao problema do racismo, fazendo uso de drogas ou desenvolvendo os mais diversos sintomas psicossomáticos. Desgraçadamente, a consciência de que nunca serão respeitados compromete seriamente o desenvolvimento psicológico. As pessoas podem responder a estereótipos racistas de forma agressiva ou então passiva, sendo que nos dois casos os danos psicológicos são significativos.”
― Racismo Recreativo
Vemos então que os danos psicológicos decorrentes de tratamentos discriminatórios legitimados por estereótipos são significativos. Eles incluem medos patológicos e retraimento social. O indivíduo faz todo o possível para evitar as situações que provocaram estresse emocional, o que torna a vida em sociedade uma fonte de ameaça constante. Essas pessoas podem desenvolver um sentimento de desconfiança permanente em relação a membros dos grupos dominantes, algo muito grave, uma vez que ela está em contato com eles todo o tempo. Mas algo ainda mais problemático pode ocorrer, porque essas pessoas podem internalizar o ódio expresso nas representações racistas e procurar se afastar do próprio grupo social, o que significa se afastar de si mesma. Outros indivíduos recorrem a meios problemáticos para reagir ao problema do racismo, fazendo uso de drogas ou desenvolvendo os mais diversos sintomas psicossomáticos. Desgraçadamente, a consciência de que nunca serão respeitados compromete seriamente o desenvolvimento psicológico. As pessoas podem responder a estereótipos racistas de forma agressiva ou então passiva, sendo que nos dois casos os danos psicológicos são significativos.”
― Racismo Recreativo
“O sentimento de fealdade é reverberação corporal de humilhação racial: sinto-me cada vez mais feio à medida que sou cada vez mais maltratado e abordado como inferior. O encolhimento da beleza vem sempre acompanhado de encolhimento moral: o corpo feio é o corpo submisso, pode tornar-se até aversivo quando demais intimidado. Acrescente-se que é tênue a linha de licenciosidade que separa o corpo usado e o corpo abusado: a exploração econômica dá facilmente em exploração sexual. É porque houve resistência que a beleza dos pretos é comerciada: a exploração mata ou explora o que não tenha conseguido matar. O desprezo político derrota o corpo ou vira cobiça do corpo não derrotado.”
― A cor do inconsciente: Significações do corpo negro
― A cor do inconsciente: Significações do corpo negro
“Tenemos una lista de nacionalidades de la que el departamento de Recursos Humanos presume a la menor ocasión, como si jugase a Pokémon Go con cada contratación y su objetivo fuera hacerse con todos. Hay españoles, ingleses, mexicanos, venezolanos, colombianos, cameruneses e incluso franceses. Se acepta a todo el mundo, no se discrimina a nadie aquí. La mayoría son reponedores, eso sí. O cajeras.”
― Supersaurio
― Supersaurio
“¿Y tú, Meryem? Yo soy traductora. Ah..., suena interesante. Nadie es consciente de lo difícil que es nacer en una familia de inmigrantes magrebies y no meterte en Medicina o en una ingeniería. Es lo que todo el mundo espera de ti, como que tus padres se opongan fervientemente a tu relación con un ateo o, peor, decidan casarte con tu primo hermano antes de que termines el instituto.”
― Supersaurio
― Supersaurio
“Viva el humano, la cura para locura; la verdad valiente ante miedo-mentira.”
― Sonnets From The Mountaintop
― Sonnets From The Mountaintop
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