Vaidade Quotes

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Filipe Russo
“Extermino minha vaidade com meu orgulho evitando a vitória de elogios e adulações.”
Filipe Russo, Caro Jovem Adulto

Filipe Russo
“Ao receber elogios melhoro minha autoestima pela vaidade, ao produzir obras melhoro minha autoestima pelo orgulho.”
Filipe Russo, Caro Jovem Adulto

Machado de Assis
“Não era feita para as paixões, a não ser as paixões ridículas que a vaidade impõe. Ela amava antes de tudo a sua própria beleza; o seu melhor amigo era o que dissesse que ela era mais bela entre as mulheres; mas se lhe dava a sua amizade, não lhe daria nunca o seu coração; isso a salvava.

(O segredo de Augusta)”
Machado de Assis, Contos Completos de Machado de Assis, Volume 1

Ana Claudia Antunes
“Não nos escondemos do barulho.
E nós desfilamos nosso orgulho!”
Ana Claudia Antunes, Pierrot & Columbine

Ivo Andrić
“O homem vive atormentado durante toda a sua existência e nunca obtém aquilo de que precisa, quanto mais aquilo que deseja. Com teorias como as vossas, os homens apenas satisfazem a eterna necessidade de jogo, lisonjeiam a própria vaidade e enganam-se a si próprios e aos outros. Esta é que é a verdade, ou, pelo menos, assim me parece.
(...)
Todas as tuas teorias, as tuas numerosíssimas ocupações espirituais, assim como os teus amores e as tuas amizades provêm apenas de uma coisa: a tua ambição. E essa ambição é falsa e doentia porque vem da tua vaidade, única e exclusivamente da tua vaidade.
(...)
No momento em que uma coisa deixa de alimentar a tua vaidade, ela perde todo o sentido para ti e já não a desejas, nem sequer estás pronto a mexer um dedo para a obter. Por causa dela trais-te a ti mesmo, porque és escravo da tua própria vaidade.
(..)
Para ti nada é verdadeiramente importante e , no fundo, não sentes amor nem ódio, porque, para sentires um ou outro, terias, pelo menos, de sair por um momento de ti próprio, esquecer-te de ti e dar um passo além de ti e da tua vaidade. Mas isso é coisa que não podes, nem há nada que te leve a fazê-lo, mesmo que fosses capaz. A desgraça de outrem não pode dar-te pena, e muito menos desgosto; nem sequer o teu próprio infurtúnio, desde que te lisonjeie a vaidade. Nada desejas e em nada encontras satisfação. Nem invejoso és, não por bondade, mas por um egoísmo ilimitado, porque não chegas a reparar na felicidade ou na infelicidade dos outros. Não há nada que te possa comover nem mudar. Tu não receias nada, não porque sejas corajoso, mas porque em ti todos os impulsos sadios estão atrofiados, porque além da tua vaidade nada existe para ti, nem os laços de sangue, nem consciências, nem Deus, nem o mundo, nem a família, nem os amigos. Nem sequer aprecias as tuas próprias qualidades naturais. Em vez de consciência, é apenas a tua vaidade ferida que te pode estimular, porque só ela, sempre e em tudo, fala pela tua boca e determina os teus passos.
(...)
E ainda antes de as teres conquistado, já estás farto, porque a tua vaidade se enoja e procura qualquer outra coisa nova. Mas é precisamente isso, no facto de nada te deter, de nada te satisfazer ou saciar, que está também a tua perdição. Submetes tudo à tua viadade, mas tu próprio és o primeiro dos seus escravos e o seu maior mártir. É muito possível que venhas a obter ainda maior glória e sucesso, de certeza sucessos muito maiores do que seduzir simples raparigas entontecidas, mas nunca encontrarás satisfação em nada, porque a tua vaidade te arrastará sempre para mais longe, porque ela engole tudo, até os maiores sucessos, e logo os esquece, tal como nunca esquece as frustrações e as ofensas, por mais pequenas que sejam. E quando tudo estiver consumido, quebrado, maculado, humilhado, desintefrado e destruído à tua volta, então ficarás só nesse deserto que tu próprio criaste, cara a cara com a tua vaidade, e não terás nada para lhe oferecer. Então vais devorar-te a ti próprio, mas de nada te servirá, porque a tua vaidade, habituada a um alimento mais rico, vai desprezar-te e rejeitar-te.”
Ivo Andrić, The Bridge on the Drina