Delirio Quotes

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Alejandra Pizarnik
“Solamente

ya comprendo la verdad

estalla en mis deseos

y en mis desdichas
en mis desencuentros
en mis desequilibrios
en mis delirios

ya comprendo la verdad

ahora
a buscar la vida”
Alejandra Pizarnik, Poesía completa

Michel Schneider
“Siempre hay una parte de verdad en el corazón de un delirio.”
Michel Schneider

Laura Restrepo
“Por lo pronto no se me ocurre qué más comentarte, bueno, lo que ya sabes, que aquí tengo todo el tiempo del mundo para pensar en ti, que es lo que suelo hacer cuando no quiero pensar en nada”
Laura Restrepo, Delirio

Carlos Liscano
“Al di là dell'illusione, si finisce col comprendere che non è possibile trasformarsi in un altro, smettere di essere quello che si è. Fino a quando dura l'illusione, però, si vive. Che cos'è la vita se non un'illusione fatta di infinite piccole illusioni, minuscoli deliri, fantasie irrealizzabili, immagini, incoerenze ad ogni istante?”
Carlos Liscano, Lo scrittore e l'altro

Ana Claudia Antunes
“Mais que um órgão que toca fundo no peito,
Esse sujeito, o coração não é uma couraça
Feita de vidraça,
Mas uma chama que reclama carinho, respeito, amor...
É eterna, é sincera,
Mas quando ama,
vai laceando e lança um laço
Logo ali, bem lá, no compasso,
bem feito,
E se torna de sujeito a suspeito,
e quando sofre se dilacera,
em virtudes de vertigens e descompasso...
e so sossega, sofrego em sacolejos,
no mesmo leito
onde o divino com um traço
de rebeldia
o seu destino entrega.
E ali ele sofre em quimeras. E
com o passar das eras
e das iras
eu diria
ao mesmo tempo que desacelera
ele ganha em sabedoria...”
Ana Claudia Antunes, O Diario Real

“Un amor no correspondido es incompleto y no tiene razón de ser; se basa en sueños e ilusiones, no en algo real. O se olvida o se magnifica hasta convertirse en un delirio, en algo enfermo que puede llegar a corromper el alma y destruir el yo.”
Eligio R. Montero, 1921, diario de una enfermera

Philip K. Dick
“— Tenho uma resposta. A liderança nesta sociedade naturalmente recairia sobre os paranoicos, sendo eles superiores em termos de iniciativa e inteligência, além das habilidades comuns inatas. Evidentemente, eles enfrentariam dificuldades para evitar que os maníacos dessem um golpe… a tensão perduraria indefinidamente entre os dois grupos. Mas veja bem, com os paranoicos estabelecendo a ideologia, a base emocional dominante seria o ódio. Na verdade, ódio em dois níveis: a liderança detestaria cada um que estivesse fora de seu grupo e estabeleceria como ponto pacífico que todos os odiavam em resposta. Portanto, a chamada política externa consistiria em estabelecer mecanismos através dos quais pudessem combater este suposto ódio em relação a eles. Este processo envolveria toda a sociedade em uma luta ilusória, em uma batalha contra adversários inexistentes em busca de uma vitória sobre o nada.
— Por que este esquema é tão ruim?
— Porque, não importa como tenha começado, os resultados seriam os mesmos — Mary foi taxativa — isolamento total para essa gente. Este seria, em última análise, o efeito da atividade global desses grupos: cortá-los progressivamente das demais entidades viventes.
— É assim tão negativo? A auto-suficiência…
— Não — fez Mary — Isto não seria auto-suficiência, seria alguma coisa completamente diferente, algo que nem eu nem você conseguimos imaginar. Lembra-se das antigas experiências feitas com pessoas em isolamento absoluto? Em meados do século vinte, quando eles previram a viagem ao espaço, a possibilidade de um homem ficar sozinho durante vários dias, semanas sem fim, com cada vez menos estimulação… lembra-se dos resultados obtidos quando eles colocavam um homem em uma câmara sem que quaisquer estímulos o alcançassem?
— Claro — fez Mageboom — É o que atualmente denominamos the buggies. O resultado da falta de estimulação é a alucinação aguda.
Ela assentiu: — Alucinação auditiva, visual, táctil e olfativa, em substituição a estimulação ausente. Em intensidade, a alucinação é capaz de exceder a força da realidade; com sua intensidade e impacto, o efeito obtido… Por exemplo, estados de terror. Alucinações induzidas por drogas podem deflagrar sentimentos de terror que nenhuma experiência no mundo real pode produzir.
— Por quê?
— Porque a qualidade dessas alucinações é muito superior. Elas foram geradas no interior do sistema receptor dos sentidos e realimentam-se de emanações provenientes não de um ponto distante mas do interior do próprio sistema nervos de uma pessoa. Ela não consegue afastar-se. Não é possível qualquer retirada.”
Philip K. Dick, Clans of the Alphane Moon