Status Updates From Na Terra e no Inferno

Na Terra e no Inferno Na Terra e no Inferno
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Alice
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Aug 15, 2026 07:19PM Add a comment
On Earth and in Hell: Early Poems

Alice
Alice is on page 145 of 256
why is ä pronounced like ae in english but äu pronounced like "oi"
Aug 09, 2026 06:42AM Add a comment
On Earth and in Hell: Early Poems

Alice
Alice is on page 133 of 256
Jul 19, 2026 05:11PM Add a comment
On Earth and in Hell: Early Poems

Alice
Alice is on page 121 of 256
Restarted.
Jul 19, 2026 03:39PM Add a comment
On Earth and in Hell: Early Poems

Alice
Alice is on page 121 of 256
Jul 19, 2026 03:38PM Add a comment
On Earth and in Hell: Early Poems

Alice
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Oct 15, 2025 05:48PM Add a comment
On Earth and in Hell: Early Poems

Colton
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Oct 09, 2024 03:38PM Add a comment
On Earth and in Hell: Early Poems

Jonathan
Jonathan is on page 179 of 256
Sep 30, 2024 04:14AM Add a comment
On Earth and in Hell: Early Poems

Jonathan
Jonathan is on page 125 of 256
Sep 26, 2024 03:46AM Add a comment
On Earth and in Hell: Early Poems

Jonathan
Jonathan is on page 35 of 256
Sep 10, 2024 04:53AM Add a comment
On Earth and in Hell: Early Poems

Jesse
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Apr 25, 2023 06:58PM Add a comment
On Earth and in Hell: Early Poems

Mouse
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Mar 05, 2023 02:01AM Add a comment
On Earth and in Hell: Early Poems

Mouse
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Mar 04, 2023 11:37PM Add a comment
On Earth and in Hell: Early Poems

Mouse
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Mar 02, 2023 06:31PM Add a comment
On Earth and in Hell: Early Poems

Mouse
Mouse is on page 108 of 256
Mar 01, 2023 07:00PM Add a comment
On Earth and in Hell: Early Poems

Mouse
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Feb 26, 2023 10:00PM Add a comment
On Earth and in Hell: Early Poems

Mouse
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Feb 26, 2023 01:35AM Add a comment
On Earth and in Hell: Early Poems

Mouse
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Feb 22, 2023 10:58PM Add a comment
On Earth and in Hell: Early Poems

Han Far
Han Far is on page 46 of 256
May 01, 2022 02:48PM Add a comment
On Earth and in Hell: Early Poems

N
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Mar 08, 2022 10:25PM Add a comment
On Earth and in Hell: Early Poems

Luís
Luís is on page 239 of 251
No jardim da minha mãe
o meu ancinho junta as estrelas
que caíram enquanto eu cá não estive.
A noite está quente e os meus membros
exalam a proveniência verde,
flores e folhas,
o grito do melro e o bater do tear.
No jardim da minha mãe
piso, descalço, as cabeças das cobras
que avançam, a espreitar, pelo portão ferrugento
com línguas de fogo.
Dec 19, 2021 07:15AM Add a comment
Na Terra e no Inferno

Luís
Luís is on page 225 of 251
O dia despe a sua camisa.
Sobe, nu, para o canteiro do jardim
e chama a si os pássaros.
Nas poças negras
fica agachado o seu rosto vermelho,
que os camponeses despedaçaram.
A erva crava lanças de sombra
no meu cérebro ...

Na janela vizinha
está pousado um pássaro
como se fosse o guarda dos meus pensamentos,
até que o rude sono
me descalce os sapatos molhados.
Dec 19, 2021 06:15AM Add a comment
Na Terra e no Inferno

Luís
Luís is on page 207 of 251
Os campos
não aceitam o meu nome,
os prados devolvem a minha vida
às cidades;
as árvores recolhem as raízes,
os ribeiros fecham a boca,
quando eu vou à aldeia,
à sepultura da minha mãe.
Ninguém me dá a caneca de cerveja
e me diz que a beba,
ninguém abre a sua cama
para mim.
Ah, se soubessem como
eu tenho frio!
Nas florestas e
por trás da casa
acusam-me de mentir.
Dec 19, 2021 05:00AM Add a comment
Na Terra e no Inferno

Luís
Luís is on page 189 of 251
(...)

Procuramos os mortos
debaixo da erva e estendemos os dedos
e não achamos sossego, nem amanhã, nem depois de amanhã,
nem debaixo da árvore, nem por trás das colinas,
nem por azinhagas solitárias,
onde se sente o hálito do último vento de Março.
Dec 19, 2021 03:19AM Add a comment
Na Terra e no Inferno

Luís
Luís is on page 167 of 251
«O mar é grande, inesgotáveis são também os desertos,
e não se sofre melhor longe destes lugares ...?»

Há já muito que não vivo da minha taberna.
Pai, mãe ficaram só como templo. O mundo
que inventei sustenta-me,
ainda que os versos e os restos da carne
tratem de pão e regresso, de vinho e fertilidades.
Dec 19, 2021 01:38AM Add a comment
Na Terra e no Inferno

Luís
Luís is on page 147 of 251
Faz com que eu conheça
todos os peixes do mar
e todas as crianças da Terra
e saboreie o odor da manhã
e o odor da tarde.
Quero ouvir a linguagem dos peixes
e a linguagem do vento,
que se assemelha à linguagem dos anjos.
Quero ouvir a voz
da efemeridade!
Todas as vozes são as vozes da efemeridade.
Todas as vozes que alguma vez se ouviram.
Todas cantam efemeridade.
Tu também cantas efemeridade.
Dec 19, 2021 12:46AM Add a comment
Na Terra e no Inferno

Luís
Luís is on page 127 of 251
A noite treme diante da janela e quer trespassar-me o coração,
gritando os nomes que eu infamei.
Oh, esses nomes que em cada cruz estão gravados e conspurcam o meu trabalho diário.

Sei que me hei-de levantar e destruir a minha cama
e com a cama os sonhos que cresceram no meu cabelo para setenta anos.

(...)
Dec 18, 2021 03:04PM Add a comment
Na Terra e no Inferno

Luís
Luís is on page 109 of 251
Lá em baixo encontra-se a cidade,
tu não precisas de voltar,
porque o seu cadáver está coberto de flores

Amanhã há-de falar o rio.
Os montes, vagos, mal se conseguem divisar,
mas a Primavera traz já muito tarde as suas cores.

Lá em baixo encontra-se a cidade.
Nunca na memória os nomes te ficaram.
Dos bosques corre o vinho negro e denso.

(...)
Dec 18, 2021 12:45PM Add a comment
Na Terra e no Inferno

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