Status Updates From Misteriosamente Feliz
Misteriosamente Feliz by
Status Updates Showing 1-30 of 37
Vítor Leal
is on page 357 of 374
Gente na Praia
(...)
Os últimos metros. Faltam sempre/ os malditos, terríveis metros últimos./ São eles que te partirão o coração./ Não há amor na areia. Nem no sol./ Nem nas tábuas da madeira, nem nos olhos/ do nadador, nem no mar. O amor/ são estes últimos metros. A sua solidão
— Mar 28, 2021 12:44PM
2 comments
(...)
Os últimos metros. Faltam sempre/ os malditos, terríveis metros últimos./ São eles que te partirão o coração./ Não há amor na areia. Nem no sol./ Nem nas tábuas da madeira, nem nos olhos/ do nadador, nem no mar. O amor/ são estes últimos metros. A sua solidão
Vítor Leal
is on page 277 of 374
Tenerife
(...)
A vida já passou./ Acenderam-se outras luzes numa outra cidade./ Fixo os teus olhos e tudo recomeça./ A obscuridade ao fundo: como se fosse o mar.”
— Mar 25, 2021 07:01AM
Add a comment
(...)
A vida já passou./ Acenderam-se outras luzes numa outra cidade./ Fixo os teus olhos e tudo recomeça./ A obscuridade ao fundo: como se fosse o mar.”
Vítor Leal
is on page 231 of 374
A Espera
(...)
A tua rua, durante muito tempo ainda,/ esperará em frente à tua porta,/ paciente, os teus passos./ Não se cansará nunca de esperar:/ ninguém sabe esperar como uma rua.
(...)
— Mar 24, 2021 04:54AM
Add a comment
(...)
A tua rua, durante muito tempo ainda,/ esperará em frente à tua porta,/ paciente, os teus passos./ Não se cansará nunca de esperar:/ ninguém sabe esperar como uma rua.
(...)
Vítor Leal
is on page 177 of 374
Poesia
Como para Sísifo,/ a vida para mim é esta rocha./ Carrego-a e conduzo-a até ao alto./ Quando cai volto a apanhá-la/ e, tomando-a entre os braços,/ levanto-a outra vez./ É uma forma de esperança./ Penso que teria sido mais triste/ se não tivesse podido arrastar uma pedra/ sem outro motivo que não fosse o amor./ Levá-la por amor até ao alto.
— Mar 21, 2021 03:06AM
2 comments
Como para Sísifo,/ a vida para mim é esta rocha./ Carrego-a e conduzo-a até ao alto./ Quando cai volto a apanhá-la/ e, tomando-a entre os braços,/ levanto-a outra vez./ É uma forma de esperança./ Penso que teria sido mais triste/ se não tivesse podido arrastar uma pedra/ sem outro motivo que não fosse o amor./ Levá-la por amor até ao alto.
Vítor Leal
is on page 129 of 374
O rosto do meu pai
(...)
“Todos caímos de alguns braços/ e a horrorosa cicatriz acaba/ por ser um sinal de amor e companhia.”
— Mar 19, 2021 07:04AM
1 comment
(...)
“Todos caímos de alguns braços/ e a horrorosa cicatriz acaba/ por ser um sinal de amor e companhia.”
Vítor Leal
is on page 91 of 374
Rebocadores entre a névoa
“(...)
Tu e eu vagueamos pela cidade caída./
Há folhas de jornais arrastando-se,/
como gaivotas de guerra que, feridas,/
vão morrer ao cais, e cartas/
de amor que, como facturas de velhos negócios,/
acertaram contas com a minha memória.
(...)”
— Mar 18, 2021 07:30AM
Add a comment
“(...)
Tu e eu vagueamos pela cidade caída./
Há folhas de jornais arrastando-se,/
como gaivotas de guerra que, feridas,/
vão morrer ao cais, e cartas/
de amor que, como facturas de velhos negócios,/
acertaram contas com a minha memória.
(...)”
Vítor Leal
is on page 53 of 374
"Amor e tempo
Recorda quando ainda não sabias
que a vida não teria piedade contigo.
Amor e tempo: o tempo que nos habita
como a areia do rio que, a pouco e pouco,
vai alterando a forma da costa.
O amor, que reproduziu nos teus olhos
a claridade da ilha do tesouro.
Sensual, solitária, rodeada
pela sonora senilidade do mar
e pelos gritos militares das gaivotas.
O sonho clandestino de um velho."
— Mar 16, 2021 10:03AM
Add a comment
Recorda quando ainda não sabias
que a vida não teria piedade contigo.
Amor e tempo: o tempo que nos habita
como a areia do rio que, a pouco e pouco,
vai alterando a forma da costa.
O amor, que reproduziu nos teus olhos
a claridade da ilha do tesouro.
Sensual, solitária, rodeada
pela sonora senilidade do mar
e pelos gritos militares das gaivotas.
O sonho clandestino de um velho."
Paula Mota
is on page 341 of 373
MULHER FAZENDO AS UNHAS
Enfia os dedos na água
e pensa nas carícias que fizeram.
Mas a água arrefece pouco a pouco,
é como as palavras
que a abrigaram e deixaram só.
O apego à vida acaba muito antes
do que supõem os jovens.
Tudo arrefece, e precisamos
deste cansaço de termos amado.
Para desejarmos o que já se vi aproximando.
Tão diferente.
— Feb 11, 2021 04:44PM
Add a comment
Enfia os dedos na água
e pensa nas carícias que fizeram.
Mas a água arrefece pouco a pouco,
é como as palavras
que a abrigaram e deixaram só.
O apego à vida acaba muito antes
do que supõem os jovens.
Tudo arrefece, e precisamos
deste cansaço de termos amado.
Para desejarmos o que já se vi aproximando.
Tão diferente.
Paula Mota
is on page 301 of 373
POESIA
Como para Sísifo,
a vida para mim é esta rocha.
Carrego-a e conduzo-a até ao alto.
Quando cai volto a apanhá-la
e tomando-a entre os braços,
levanto-a outra vez.
É uma forma de esperança.
Penso que teria sido mais triste
se não tivesse podido arrastar uma pedra
sem outro motivo que não fosse o amor.
Levá-la por amor até ao alto.
— Feb 07, 2021 11:29AM
4 comments
Como para Sísifo,
a vida para mim é esta rocha.
Carrego-a e conduzo-a até ao alto.
Quando cai volto a apanhá-la
e tomando-a entre os braços,
levanto-a outra vez.
É uma forma de esperança.
Penso que teria sido mais triste
se não tivesse podido arrastar uma pedra
sem outro motivo que não fosse o amor.
Levá-la por amor até ao alto.
Paula Mota
is on page 243 of 373
E de súbito a casa é demasiado grande.
A tua mãe e eu esvaziamos os teus armários
(...)
De noite, à luz eléctrica, os espelhos
exibem com mais nitidez o teu vazio.
Os móveis são agora mais escuros
e pelas escadas descem
o cálido corrimão, que ainda recorda
a tua mão pequena, e os degraus
que ainda sentem a pressão dos teus passos.
A casa, grande e vazia, olha e olha
o seu próprio silêncio.
— Jan 16, 2021 12:28PM
Add a comment
A tua mãe e eu esvaziamos os teus armários
(...)
De noite, à luz eléctrica, os espelhos
exibem com mais nitidez o teu vazio.
Os móveis são agora mais escuros
e pelas escadas descem
o cálido corrimão, que ainda recorda
a tua mão pequena, e os degraus
que ainda sentem a pressão dos teus passos.
A casa, grande e vazia, olha e olha
o seu próprio silêncio.
Paula Mota
is on page 190 of 373
Diante das janelas abertas para o pátio,
ele dormia na poltrona,
junto ao sofá onde ela repousava.
O rosto da rapariga, endurecido pela morfina,
fora deixando o seu sorriso
nas fotografias.
Em anoitecendo, levava-a ao andar de cima,
trocava os postigos, deitava-a na cama.
Perante o sofá vazio apercebia-se
de que não lhe restariam memórias suficientes.
Que já não lhe restariam memórias suficientes
para simular a vida
— Jan 09, 2021 05:41PM
Add a comment
ele dormia na poltrona,
junto ao sofá onde ela repousava.
O rosto da rapariga, endurecido pela morfina,
fora deixando o seu sorriso
nas fotografias.
Em anoitecendo, levava-a ao andar de cima,
trocava os postigos, deitava-a na cama.
Perante o sofá vazio apercebia-se
de que não lhe restariam memórias suficientes.
Que já não lhe restariam memórias suficientes
para simular a vida
Paula Mota
is on page 143 of 373
A RAPARIGA NO SEMÁFORO
Tens a mesma idade que eu tinha
quando comecei a sonhar com encontrar-te.
Então não sabia, tal como tu
não aprendeste ainda, que um dia
o amor seria esta arma carregada
de solidão e de melancolia
que agora aponta para ti desde os meus olhos.
És a rapariga que procurei
tanto tempo quando ainda não existias.
E eu sou aquele homem para o qual
quererás um dia dirigir os teus passos.
(...)
— Dec 27, 2020 09:50AM
Add a comment
Tens a mesma idade que eu tinha
quando comecei a sonhar com encontrar-te.
Então não sabia, tal como tu
não aprendeste ainda, que um dia
o amor seria esta arma carregada
de solidão e de melancolia
que agora aponta para ti desde os meus olhos.
És a rapariga que procurei
tanto tempo quando ainda não existias.
E eu sou aquele homem para o qual
quererás um dia dirigir os teus passos.
(...)
Paula Mota
is on page 109 of 373
OS OLHOS NO RETROVISOR
(...)
E quando me olho no retrovisor,
os olhos que vejo não são fáceis de reconhecer,
porque neles brilha o amor deixado
por tantos olhares, e a luz, e a sombra
de tudo quanto vi, e a paz que reflecte
a tua lentidão, que está dentro de mim.
É tão grande a riqueza que não me parece
que possam ser meus estes olhos no espelho.
— Dec 17, 2020 04:42AM
2 comments
(...)
E quando me olho no retrovisor,
os olhos que vejo não são fáceis de reconhecer,
porque neles brilha o amor deixado
por tantos olhares, e a luz, e a sombra
de tudo quanto vi, e a paz que reflecte
a tua lentidão, que está dentro de mim.
É tão grande a riqueza que não me parece
que possam ser meus estes olhos no espelho.
Paula Mota
is on page 71 of 373
AO LEITOR
Tuas serão as mulheres que amei
e que nunca perdi, apesar do vento
cruel dos anos, e teu será o enigma
da ilha do tesouro.
Os teus olhos serão meus por um instante
e, em troca de deixar que escutes nos vidros
a chuva que agora escuto, e de fazer-te cúmplice
do meu futuro, que poderás conhecer,
não permitirás que morra e, certa tarde,
deixar-me-ás ser tu em outra chuva.
— Dec 10, 2020 12:47PM
Add a comment
Tuas serão as mulheres que amei
e que nunca perdi, apesar do vento
cruel dos anos, e teu será o enigma
da ilha do tesouro.
Os teus olhos serão meus por um instante
e, em troca de deixar que escutes nos vidros
a chuva que agora escuto, e de fazer-te cúmplice
do meu futuro, que poderás conhecer,
não permitirás que morra e, certa tarde,
deixar-me-ás ser tu em outra chuva.
Paula Mota
is on page 35 of 373
POEMA PARA UM FRISO
Era um desenho num papel tão fino
que o levou o vento. Da janela
mais alta até tão longe, ruas, o mar:
o tempo que não recuperarei.
Procurei-o nas praias, no Inverno,
quando mais se lamenta um desenho perdido.
Segui os caminhos de todos os ventos.
Era o desenho a lápis de uma rapariga
Meu Deus, como o procurei,
Obrigada, Celeste. O Natal este ano é a 5 e não a 25!
— Dec 05, 2020 03:16AM
1 comment
Era um desenho num papel tão fino
que o levou o vento. Da janela
mais alta até tão longe, ruas, o mar:
o tempo que não recuperarei.
Procurei-o nas praias, no Inverno,
quando mais se lamenta um desenho perdido.
Segui os caminhos de todos os ventos.
Era o desenho a lápis de uma rapariga
Meu Deus, como o procurei,
Obrigada, Celeste. O Natal este ano é a 5 e não a 25!
Teresa
is on page 31 of 373
"Era um desenho num papel tão fino
que o levou o vento. Da janela
mais alta até tão longe, ruas, o mar:
o tempo que não recuperarei.
Procurei-o nas praias, no Inverno,
quando mais se lamenta um desenho perdido.
Segui o caminho de todos os ventos.
Era o desenho a lápis de uma rapariga.
Meu Deus, como o procurei."
— Jun 03, 2018 03:18PM
Add a comment
que o levou o vento. Da janela
mais alta até tão longe, ruas, o mar:
o tempo que não recuperarei.
Procurei-o nas praias, no Inverno,
quando mais se lamenta um desenho perdido.
Segui o caminho de todos os ventos.
Era o desenho a lápis de uma rapariga.
Meu Deus, como o procurei."
Mont
is finished
Love that does not frighten me
Far from the fierce love of the source,
far from the love the mind invents as a refuge,
the love that consoles me now has no urgency.
Warm, respectful: the love of the winter sun.
To love is to discover some promise
of rehearsal that calms.
These poems speak of writing.
Because love is always an affair
of the final pages.
There is no ending that can attain
the height of loneliness.
— Sep 04, 2016 09:54PM
Add a comment
Far from the fierce love of the source,
far from the love the mind invents as a refuge,
the love that consoles me now has no urgency.
Warm, respectful: the love of the winter sun.
To love is to discover some promise
of rehearsal that calms.
These poems speak of writing.
Because love is always an affair
of the final pages.
There is no ending that can attain
the height of loneliness.











