Katya’s Reviews > A Feliz e Violenta Vida de Maribel Ziga > Status Update
Katya
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Os maridos são como os melões, só que historicamente obrigatórios na vida das mulheres: por fora, há indícios de como serão, mas, certezas, só depois de abertos. É por isso que sempre lutámos, sozinhas e em multidões feministas, para podermos escolher a fruta que queremos e comê-la quando nos apetecer.
— Mar 08, 2026 12:50PM
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Katya’s Previous Updates
Katya
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Não gosto de que nos digam, ou de que nos digamos a nós próprias: boas raparigas, revolucionárias boas.(.)No binómio boas/más, perdemos todas e ganha o patriarcado.
Como se no nosso ADN de feministas, por sermos mulheres, estivesse escrito que nos defenderemos sem violência. Algo viscosamente parecido com a programação patriarcal que nos prepara desde crianças para não nos defendermos.
— Mar 16, 2026 01:11PM
Como se no nosso ADN de feministas, por sermos mulheres, estivesse escrito que nos defenderemos sem violência. Algo viscosamente parecido com a programação patriarcal que nos prepara desde crianças para não nos defendermos.
Katya
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Não vá restar alguma dúvida: nós, as mulheres, somos 50 por cento da população mundial, realizamos três quartos do trabalho mundial, mas possuímos 10 por cento do dinheiro e 1 por cento da propriedade. ONU dixit. Digam lá se não vos apetece ir para a rua com um lança-chamas? Patriarcado, capitalismo e colonialismo: os três estarolas. Amigos para sempre!
— Mar 16, 2026 01:46AM
Katya
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Como todas as crianças suburbanas daquelas décadas, eu e a Ainhoa crescemos no meio da rua, livres e selváticas.(...)
Marabuntas a interagir sem a supervisão de adultos graças ao baby boom de finais da ditadura, antes de se instalar a vigilância permanente sobre as vidas infantis. Libertem as miúdas e os miúdos de tanta actividade extracurricular e tanta reclusão! Deixem-nos ocupar as ruas!
— Mar 13, 2026 06:24AM
Marabuntas a interagir sem a supervisão de adultos graças ao baby boom de finais da ditadura, antes de se instalar a vigilância permanente sobre as vidas infantis. Libertem as miúdas e os miúdos de tanta actividade extracurricular e tanta reclusão! Deixem-nos ocupar as ruas!
Katya
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O meu pai continuava a ser o mesmo energúmeno de sempre, só que mais velho. Claro que já não batia na minha ama [mãe], mas o nível de insultos foi aumentando, talvez para compensar. Sempre que me lembro dele a desprezar, aos gritos, as maravilhosas mamas da minha mãe por terem perdido a firmeza juvenil, apetece-me ressuscitá-lo só para lhe dar uma chapada. Pariu as tuas três filhas, canalha.
— Mar 07, 2026 03:31AM
Katya
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O meu aitona [avô] era um homem amável q não precisava de erguer a voz para mostrar o carácter q tinha, e muito menos de envolver-se em brigas.Só houve uma vez q chegou a casa todo esbodegado, com pinta de quem tinha andado à pancada.Estava ele a beber vinho numa das tabernas quando um tipo lhe chamou germanófilo.E o que é que isso significa, perguntou a minha amona [avó].Não sei, mas pareceu-me q estava a pedi-las.
— Mar 06, 2026 07:57AM
Katya
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Jamais esquecerei o pranto e a raiva dela qd lhe confirmámos os maltratos do meu pai.Eram as lágrimas atávicas, pungentes, uterinas,de uma mulher nascida em 1910 q não conseguira evitar que uma das suas filhas fosse atingida por essa violência dos machos q nos assedia a todas.Vi-a chorar a mesma impotência pela condição feminina quando tinha 16 anos e um desconhecido acabara de me agredir sexualmente no elevador dela
— Mar 04, 2026 11:31PM
Katya
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Ao teclar, acabo de descobrir que a palavra duelo [luto, em português] vem de dor. Nunca tinha pensado nisto, é exactamente isso.
Há que chorar os entes queridos quando se vão embora para que não fiquem entalados dentro de nós. E depois passa, e então continuam dentro de nós, mas com luz, e com amor.
— Mar 04, 2026 11:10AM
Há que chorar os entes queridos quando se vão embora para que não fiquem entalados dentro de nós. E depois passa, e então continuam dentro de nós, mas com luz, e com amor.
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Fátima
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Mar 09, 2026 04:28AM
Descobriste mais uma preciosidade, Katya. 😉
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