Katya’s Reviews > A Feliz e Violenta Vida de Maribel Ziga > Status Update
Katya
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Como todas as crianças suburbanas daquelas décadas, eu e a Ainhoa crescemos no meio da rua, livres e selváticas.(...)
Marabuntas a interagir sem a supervisão de adultos graças ao baby boom de finais da ditadura, antes de se instalar a vigilância permanente sobre as vidas infantis. Libertem as miúdas e os miúdos de tanta actividade extracurricular e tanta reclusão! Deixem-nos ocupar as ruas!
— Mar 13, 2026 06:24AM
Marabuntas a interagir sem a supervisão de adultos graças ao baby boom de finais da ditadura, antes de se instalar a vigilância permanente sobre as vidas infantis. Libertem as miúdas e os miúdos de tanta actividade extracurricular e tanta reclusão! Deixem-nos ocupar as ruas!
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Katya’s Previous Updates
Katya
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Não gosto de que nos digam, ou de que nos digamos a nós próprias: boas raparigas, revolucionárias boas.(.)No binómio boas/más, perdemos todas e ganha o patriarcado.
Como se no nosso ADN de feministas, por sermos mulheres, estivesse escrito que nos defenderemos sem violência. Algo viscosamente parecido com a programação patriarcal que nos prepara desde crianças para não nos defendermos.
— Mar 16, 2026 01:11PM
Como se no nosso ADN de feministas, por sermos mulheres, estivesse escrito que nos defenderemos sem violência. Algo viscosamente parecido com a programação patriarcal que nos prepara desde crianças para não nos defendermos.
Katya
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Não vá restar alguma dúvida: nós, as mulheres, somos 50 por cento da população mundial, realizamos três quartos do trabalho mundial, mas possuímos 10 por cento do dinheiro e 1 por cento da propriedade. ONU dixit. Digam lá se não vos apetece ir para a rua com um lança-chamas? Patriarcado, capitalismo e colonialismo: os três estarolas. Amigos para sempre!
— Mar 16, 2026 01:46AM
Katya
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Os maridos são como os melões, só que historicamente obrigatórios na vida das mulheres: por fora, há indícios de como serão, mas, certezas, só depois de abertos. É por isso que sempre lutámos, sozinhas e em multidões feministas, para podermos escolher a fruta que queremos e comê-la quando nos apetecer.
— Mar 08, 2026 12:50PM
Katya
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O meu pai continuava a ser o mesmo energúmeno de sempre, só que mais velho. Claro que já não batia na minha ama [mãe], mas o nível de insultos foi aumentando, talvez para compensar. Sempre que me lembro dele a desprezar, aos gritos, as maravilhosas mamas da minha mãe por terem perdido a firmeza juvenil, apetece-me ressuscitá-lo só para lhe dar uma chapada. Pariu as tuas três filhas, canalha.
— Mar 07, 2026 03:31AM
Katya
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O meu aitona [avô] era um homem amável q não precisava de erguer a voz para mostrar o carácter q tinha, e muito menos de envolver-se em brigas.Só houve uma vez q chegou a casa todo esbodegado, com pinta de quem tinha andado à pancada.Estava ele a beber vinho numa das tabernas quando um tipo lhe chamou germanófilo.E o que é que isso significa, perguntou a minha amona [avó].Não sei, mas pareceu-me q estava a pedi-las.
— Mar 06, 2026 07:57AM
Katya
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Jamais esquecerei o pranto e a raiva dela qd lhe confirmámos os maltratos do meu pai.Eram as lágrimas atávicas, pungentes, uterinas,de uma mulher nascida em 1910 q não conseguira evitar que uma das suas filhas fosse atingida por essa violência dos machos q nos assedia a todas.Vi-a chorar a mesma impotência pela condição feminina quando tinha 16 anos e um desconhecido acabara de me agredir sexualmente no elevador dela
— Mar 04, 2026 11:31PM
Katya
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Ao teclar, acabo de descobrir que a palavra duelo [luto, em português] vem de dor. Nunca tinha pensado nisto, é exactamente isso.
Há que chorar os entes queridos quando se vão embora para que não fiquem entalados dentro de nós. E depois passa, e então continuam dentro de nós, mas com luz, e com amor.
— Mar 04, 2026 11:10AM
Há que chorar os entes queridos quando se vão embora para que não fiquem entalados dentro de nós. E depois passa, e então continuam dentro de nós, mas com luz, e com amor.
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Fátima
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Mar 13, 2026 09:06AM
Ui, como os tempos mudaram, Katya... Há pais que metem os filhos em tudo o que AE, que os miúdos nem devem ter tempo para se coçarem.
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Fátima wrote: "Ui, como os tempos mudaram, Katya... Há pais que metem os filhos em tudo o que AE, que os miúdos nem devem ter tempo para se coçarem."Ainda tive uma infância dessas de brincar na rua até às dez, onze da noite (apesar de já não estar muito na moda na altura...). Hoje, não sei tocar flauta, mas sei trepar árvores. Dará imenso jeito se alguma vez tiver de fugir de um cão raivoso ou isso :D

