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Ricardo Silvestre
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A desobediência das serviçais…
Jun 21, 2026 03:10PM
O Tempo das Criadas: A Condição Servil em Portugal (1940-1970)

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“O diagnóstico de Aureliano da Fonseca, publicado em 1964 numa Separata de O Médico, confirma que o fenómeno da prostituição na cidade do Porto se encontrava igualmente ligado ao universo do serviço doméstico. Assim, 50 por cento das inquiridas tinham sido serviçais, e muitas admitiram ter começado a servir com pouco mais de I0 anos e, algum tempo depois, passado a viver na rua.”
Jun 28, 2026 09:51AM
O Tempo das Criadas: A Condição Servil em Portugal (1940-1970)


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“Durante um passeio pelas ruas da cidade de Lisboa, as duas mulheres são interceptadas por um magala que terá perguntado: «Afinal, qual das duas é a criadita?» Humilhada na sua condição de patroa, esta resolve fazer uma demonstração de poder, dando uma bofetada na cara da serviçal.”
Jun 28, 2026 01:59AM
O Tempo das Criadas: A Condição Servil em Portugal (1940-1970)


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“É ocioso recomendar que a maneira de tratar os inferiores deve ser ao mesmo tempo afável e digna. Nem a familiaridade que lhes permita o desrespeito, nem a secura e a altivez que lhes autorize o ódio hipocritamente coberto sob as fórmulas de veneração oficial.”
Jun 27, 2026 12:50PM
O Tempo das Criadas: A Condição Servil em Portugal (1940-1970)


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“Quando fala com os seus senhores deve ter o cuidado de não empregar termos grosseiros, não falar de costas ou sentada. Lembre-se que está a falar a superiores e que a delicadeza nunca é demais.
Deve falar sempre em voz baixa e submissa, nunca interrompendo os seus senhores.”
Jun 27, 2026 10:47AM
O Tempo das Criadas: A Condição Servil em Portugal (1940-1970)


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“O que eles comiam não comia a gente. Era tudo por ração. Naquela altura, era o pão escuro, metade para mim, metade para a Prazeres, que era a cozinheira, era manteiga. Dividia a manteiga, metade para mim, metade para a outra, mas a gente desenrascava-se, sim, a gente desenrascava-se, a gente não passava fome.”
Jun 27, 2026 10:27AM
O Tempo das Criadas: A Condição Servil em Portugal (1940-1970)


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“De preferência, acolhiam-se as raparigas muito novas, para permitir que a socialização familiar acompanhasse a socialização para o trabalho, numa fusão mais controlada e fiel. Isto é, quanto mais precoce a inclusão na família, melhores as perspectivas de conformidade.”
Jun 20, 2026 11:13AM
O Tempo das Criadas: A Condição Servil em Portugal (1940-1970)


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“Ao serviço do comunismo — esse «diabólico decálogo» — estaria o culto do nu, a redução das indumentárias, a licenciosidade das conversas, as liberdades dos costumes, os bailes repetidos, a promiscuidade dos sexos e outras práticas.
As criadas (…) seriam vítimas fáceis do comunismo (…)”.
Jun 20, 2026 10:33AM
O Tempo das Criadas: A Condição Servil em Portugal (1940-1970)


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Ricardo Silvestre is on page 122 of 320
«as criadas são guardas e defensoras da saúde como podem ser portadoras da morte»
Jun 18, 2026 02:43PM
O Tempo das Criadas: A Condição Servil em Portugal (1940-1970)


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Ricardo Silvestre is on page 100 of 320
“O hábito de contratação de preceptoras estrangeiras é visível nas páginas de anúncios dos jornais diários da época, de que são exemplo O Século ou o Diário de Notícias. Porém, o mercado de procura de preceptoras era residual em face da procura de «criadas para todo o serviço» (ou «criadas de fora»).
Jun 11, 2026 12:22PM
O Tempo das Criadas: A Condição Servil em Portugal (1940-1970)


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“É vulgar que das províncias venham para a capital essas raparigas mais ou menos inaptas; espertas umas, estúpidas outras; que, segundo os caprichos da boa ou má fortuna, tanto podem encontrar trabalho remunerado em casa de famílias decentes como ficar ociosas
noutros trabalhos em que não se fala na decência.”
Jun 06, 2026 06:46AM
O Tempo das Criadas: A Condição Servil em Portugal (1940-1970)


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