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Caio Fernando Abreu Quotes

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Caio Fernando Abreu
“Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim, que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo; repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada.”
Caio Fernando Abreu

Caio Fernando Abreu
“Quis contar, não valia a pena. Ninguém entenderia.”
Caio Fernando Abreu

Caio Fernando Abreu
“Existe sempre uma coisa Ausente.”
Caio Fernando Abreu

Caio Fernando Abreu
“No século XX ninguém se ama. Ninguém quer ninguém. Amar é out, é babaca, careta. Embora existam essas estranhas fronteiras entre paixão e loucura, entre paixão e suicídio. Não entendo como querer o outro possa tornar-se mais forte do que querer a si próprio [...] Mentira, compreendo sim. Mesmo consciente de que nasci sozinho do útero de minha mãe, berrando de pavor para o mundo insano, e que embarquei sozinho num caixão rumo a sei lá o quê, além do pó. O que ou quem eu cruzo entre esses dois portos gelados da solidão é mera viagem [...] e exigimos o eterno do perecível.”
Caio Fernando Abreu, Pequenas Epifanias

Caio Fernando Abreu
“Se bem que, como rugas e perdas, cicatrizes também fossem
troféus.”
Caio Fernando Abreu

Caio Fernando Abreu
“Você não grita nem acorda. Não há terror, mesmo sendo aterrorizante: é assim que é. E pior ainda, não se trata de um sonho. Começa a amanhecer. Ou a anoitecer. Ninguém sabe quando passa o trem. Nem para onde vai. E não se leva nada. Isso é tudo que sabemos.”
Caio Fernando Abreu, Pequenas Epifanias