Escravidão Quotes
Quotes tagged as "escravidão"
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“Bonifácio trombou com os poderosos interesses dos latifundiários e senhores de escravos ao sugerir a constituinte a proibição do tráfico negreiro e abolição gradual da escravidão no Brasil. Seu projeto, que nem chegou a ser apresentado, compunha-se de um preâmbulo com 22 páginas e 32 artigos intitulado "Representação à Assembleia Constituinte e Legislativa do Império do Brasil sobre a escravatura". Dois anos mais tarde, já no exilio em Paris, Bonifácio explicaria a razão da proposta:
"A necessidade de abolir o comércio de escravatura, e de emancipar gradualmente os atuais cativos é tão imperiosa que julgamos não haver coração brasileiro tão perverso, ou tão ignorante que a negue, ou desconheça. (...) Qualquer que seja a sorte futura do Brasil, ele não pode progredir e civilizar-se sem cortar, o quanto antes, pela raiz este cancro moral, que lhe rói e consome as ultimas potências de vida, e que acabara por lhe dar morte desastrosa."
... O Brasil era escravagista e assim permaneceria por mais 66 anos, até a assinatura da lei Áurea em 1888.”
― 1822
"A necessidade de abolir o comércio de escravatura, e de emancipar gradualmente os atuais cativos é tão imperiosa que julgamos não haver coração brasileiro tão perverso, ou tão ignorante que a negue, ou desconheça. (...) Qualquer que seja a sorte futura do Brasil, ele não pode progredir e civilizar-se sem cortar, o quanto antes, pela raiz este cancro moral, que lhe rói e consome as ultimas potências de vida, e que acabara por lhe dar morte desastrosa."
... O Brasil era escravagista e assim permaneceria por mais 66 anos, até a assinatura da lei Áurea em 1888.”
― 1822
“Grada Kilomba, pesquisadora e professora da Universidade de Humboldt, faz uma analogia interessante entre a máscara que as pessoas escravizadas eram obrigadas a usar cobrindo a boca e a afirmação do projeto colonial de impor silêncio, um silêncio visto como a negação de humanidade e de possibilidade de existir como sujeito.”
― Quem tem medo do feminismo negro?
― Quem tem medo do feminismo negro?
“A ciência é uma sucessão de hipóteses que se contradizem, de teorias que se contrapõem, de concepções caducas e de esperanças mortas. E a Ciência, tal como soterrou a Magia, poderá um dia ser morta e substituída por um modo de conhecimento superior.
Vangloria-se de reduzir as fadigas e as infelicidades dos homens e, com a a ajuda proporcionada à indústria, multiplicou as necessidades e, portanto, o trabalho e a escravidão, aumentando com os conhecimentos inúteis e a vida mais insaciável, a nossa carga de dores.
Pretende substituir-se ao sacerdote e não consegue responder às exigências mais desesperadas acerca do destino e da morte, pelo que os homens, após uma longa embriaguez de cientismo, regressam, pouco a pouco, às revelações da fé.”
― Relatório sobre os Homens
Vangloria-se de reduzir as fadigas e as infelicidades dos homens e, com a a ajuda proporcionada à indústria, multiplicou as necessidades e, portanto, o trabalho e a escravidão, aumentando com os conhecimentos inúteis e a vida mais insaciável, a nossa carga de dores.
Pretende substituir-se ao sacerdote e não consegue responder às exigências mais desesperadas acerca do destino e da morte, pelo que os homens, após uma longa embriaguez de cientismo, regressam, pouco a pouco, às revelações da fé.”
― Relatório sobre os Homens
“— A liberdade não é um direito absoluto, Gervas. Fosse essa a realidade, todas as vontades seriam soberanas sobre si mesmas e todos os poderes estariam nivelados pela mesma medida. Não haveria imposições, e nenhuma língua humana teria lugar para o conceito de escravidão. A liberdade é um privilégio relativo. O prémio de quem se encontra nas circunstâncias de exercer a sua vontade sobre todas aquelas que lha recusariam, dada a oportunidade.”
― A Cativa
― A Cativa
“Para manter os escravos no seu devido lugar, ou seja, trabalhando, trabalhando, trabalhando, é necessário nunca lhes faltar com os três pês - pau, pão e pano. Escutei isto muitas vezes, a senhores de engenho, feitores e até mesmo damas finas. Pela mina experiência, posso comprovar que aquilo que nunca falta é o primeiro pê, o pau, a pancada. A comida e a roupa faltam muitas vezes.”
― A Rainha Ginga e de Como os Africanos Inventaram o Mundo
― A Rainha Ginga e de Como os Africanos Inventaram o Mundo
“Pese a muitas consciências instaladas em maus hábitos ou em maus princípios, a razão porque me ofereci para defender dois réus indefesos e a razão porque estou aqui como governador das ilhas é uma e a mesma: porque eu, e muita gente comigo, entende que chegou a altura de Portugal ser, não apenas um país colonizador, mas também um país civilizador. Que podemos e devemos colher os frutos do nosso trabalho e da nossa riqueza colonial que devemos aos nossos antepassados, mas que nada nos desobriga de trazer em troca o progresso e a civilização.”
― Equador
― Equador
“Mas, acreditem se quiser, vi carcereiros chorando porque tinham de sair de seu posto em GTMO.
“Sou seu amigo, não me importa o que digam”, disse-me um dos carcereiros antes de ir embora.
“Disseram-me coisas ruins de você, mas minha opinião não é bem essa. Gosto muito de você e gosto de falar com você. Você é uma grande pessoa”, disse outro.
“Espero que você seja solto”, disse ■■■■■■■■ com sinceridade.
“Vocês são meus irmãos, todos vocês”, sussurrou um outro.
“Eu te amo!”, disse uma vez um ■■■■■■■■ militar a meu vizinho, um garoto engraçado com quem eu mesmo gostava de conversar. Ele ficou impressionado.
“O que… Aqui não amor… Sou muçulmano!” Ri um bocado por causa daquele amor “proibido”.
Mas eu mesmo não consegui segurar o choro um dia, quando vi um carcereiro ■■■■■■■■ descendente de alemães chorando porque ■■■■■■■■ tinha sido um pouco machucado. O engraçado é que eu escondi meus sentimentos porque não queria que fossem mal interpretados por meus irmãos, ou vistos como fraqueza ou traição. Por um momento me odiei e fiquei profundamente confuso. Comecei a me fazer perguntas sobre as emoções humanitárias que eu vinha experimentando em relação a meus inimigos. Como é possível chorar por alguém que lhe causou tanta dor e destruiu sua vida? Como é possível gostar de alguém que por ignorância odeia a sua religião? Como se pode conviver com essa gente má que continua maltratando seus irmãos? Como se pode gostar de alguém que trabalha dia e noite para incriminar você? Eu estava numa situação pior que a de um escravo: pelo menos um escravo não está sempre posto a ferros, tem uma relativa liberdade e não precisa ouvir as bobagens de um interrogador todos os dias.
Eu sempre me comparava a um escravo. Os escravos eram levados da África à força, como eu fui. Os escravos eram vendidos várias vezes antes de chegar ao destino final, como eu fui. Os escravos eram destinados de uma hora para outra a alguém que eles não tinham escolhido, como eu fui. E quando eu examinava a história dos escravos, notava que eles acabavam sendo uma parte essencial da casa de seu senhor.”
― Guantánamo Diary: Restored Edition
“Sou seu amigo, não me importa o que digam”, disse-me um dos carcereiros antes de ir embora.
“Disseram-me coisas ruins de você, mas minha opinião não é bem essa. Gosto muito de você e gosto de falar com você. Você é uma grande pessoa”, disse outro.
“Espero que você seja solto”, disse ■■■■■■■■ com sinceridade.
“Vocês são meus irmãos, todos vocês”, sussurrou um outro.
“Eu te amo!”, disse uma vez um ■■■■■■■■ militar a meu vizinho, um garoto engraçado com quem eu mesmo gostava de conversar. Ele ficou impressionado.
“O que… Aqui não amor… Sou muçulmano!” Ri um bocado por causa daquele amor “proibido”.
Mas eu mesmo não consegui segurar o choro um dia, quando vi um carcereiro ■■■■■■■■ descendente de alemães chorando porque ■■■■■■■■ tinha sido um pouco machucado. O engraçado é que eu escondi meus sentimentos porque não queria que fossem mal interpretados por meus irmãos, ou vistos como fraqueza ou traição. Por um momento me odiei e fiquei profundamente confuso. Comecei a me fazer perguntas sobre as emoções humanitárias que eu vinha experimentando em relação a meus inimigos. Como é possível chorar por alguém que lhe causou tanta dor e destruiu sua vida? Como é possível gostar de alguém que por ignorância odeia a sua religião? Como se pode conviver com essa gente má que continua maltratando seus irmãos? Como se pode gostar de alguém que trabalha dia e noite para incriminar você? Eu estava numa situação pior que a de um escravo: pelo menos um escravo não está sempre posto a ferros, tem uma relativa liberdade e não precisa ouvir as bobagens de um interrogador todos os dias.
Eu sempre me comparava a um escravo. Os escravos eram levados da África à força, como eu fui. Os escravos eram vendidos várias vezes antes de chegar ao destino final, como eu fui. Os escravos eram destinados de uma hora para outra a alguém que eles não tinham escolhido, como eu fui. E quando eu examinava a história dos escravos, notava que eles acabavam sendo uma parte essencial da casa de seu senhor.”
― Guantánamo Diary: Restored Edition
“O Brasil nunca superou a escravidão na sua raiz, nem nos tempos modernos onde um ministro que deveria defender os negros nega a existência de racismo, onde uma parlamentar diz em parlamento que somos todos iguais, falando contra políticas de reparação histórica aos negros.”
― Ciência para não cientistas: como ser mais racional em um mundo cada vez mais irracional, vol. 1 (Bolsonarismo) (Inteligência Artificial, Democracia, e Pensamento Crítico)
― Ciência para não cientistas: como ser mais racional em um mundo cada vez mais irracional, vol. 1 (Bolsonarismo) (Inteligência Artificial, Democracia, e Pensamento Crítico)
“Assim, os órgãos da constituição gentílica gradativamente se desarraigam do povo, da gens , fratria, tribo, e toda a constituição gentílica se converte em seu oposto: de uma organização de tribos que visa à livre regulação de seus assuntos internos em uma organização que visa à pilhagem e à opressão de povos vizinhos; de modo correspondente, seus órgãos se convertem de instrumentos da vontade do povo em órgãos autônomos de dominação e opressão de seu próprio povo. Isso, porém, jamais teria sido possível se a avidez por riqueza não tivesse dividido os integrantes da gens em ricos e pobres, se a “diferença de propriedade dentro da mesma gens não tivesse transformado a unidade dos interesses em antagonismo dos integrantes da gens ” (Marx) e a expansão da escravidão já não tivesse começado a fazer com que o trabalho para o sustento da vida passasse a ser considerado uma atividade digna de escravos e mais infame do que a rapina.”
― The Origin of the Family, Private Property and the State
― The Origin of the Family, Private Property and the State
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