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Criação Quotes

Quotes tagged as "criação" Showing 1-23 of 23
Suman Pokhrel
“A tradução literária não é meramente o ato de escolher palavras de uma língua e mergulhá-las no vaso de outra. Essas palavras precisam ser enxaguadas, lavadas, esculpidas e adornadas ao máximo.”
Suman Pokhrel

Suman Pokhrel
“Que eu possa criar campos planos,
agregando nuvens dispersas,
e adornan com arcos-íris curvos.”
Suman Pokhrel

Suman Pokhrel
“Este momento
minha mente está desprovida de poesia, ainda assim
quero escrever
nada além de um poema.”
Suman Pokhrel

Suman Pokhrel
“Quando entraste no quarto,
agitando o ar com a leveza do teu caminhar,
despertando o silêncio com o tilintar dos teus címbalos,
fazendo as cortinas dançarem ao som dos teus braceletes,
um aroma espalhou-se no ar, vindo das telas e dos cadernos,
meu pincel tornou-se inquieto
e a caneta, arrebatada.

Meus olhos, minhas mãos e estas e aquelas partes do meu corpo
tornaram-se eletrificadas.”
Suman Pokhrel

“Você não tem controle sobre como sua história começa ou termina. Mas por agora, você deve saber que todas as coisas têm um fim. Cada faísca retorna à escuridão. Cada som retorna ao silêncio. Cada flor retorna à terra. A viagem do sol e a lua é previsível. Mas a sua, é seu melhor.”
Suzy Kassem, Rise Up and Salute the Sun: The Writings of Suzy Kassem

O que se cria se cria para se contemplar.
“O que se cria se cria para se contemplar.”
Filipe Russo, Caro Jovem Adulto

Agustina Bessa-Luís
“A criatividade é, como se sabe, um arranjo original proposto por informações conhecidas através de gerações. O literato surge de pequenas reuniões intermediárias do factor culto que vai deslizando como fenómeno de transição, até surgir a criação propriamente dita.”
Agustina Bessa Luís

Osman Lins
“Duas vezes foi criado o mundo: quando passou do nada para o existente; e quando, alçado a um passo mais sutil, fez-se palavra. O caos, portanto, não cessou com o aparecimento do universo; mas quando a consciência do homem, nomeando o criado, recriando-o, portanto, separou, ordenou, uniu. A palavra, porém, não é o símbolo ou reflexo do que significa, função servil, e sim o seu espírito, o sopro na argila. Uma coisa não existe realmente enquanto não nomeada: então, investe-se da palavra que a ilumina e, logrando identidade, adquire igualmente estabilidade. Porque nenhum gêmeo é igual a outro; só o nome gêmeo é realmente idêntico ao nome gêmeo. Assim, gêmea inumerável de si mesma, a palavra é o que permanece, é o centro, é a invariante, não se contagiando da flutuação que a circunda e salvando o expresso das transformações que acabariam por negá-lo. Evocadora a ponto de um lugar, um reino, jamais desaparecer de todo, enquanto subsistir o nome que os designou (Byblos, Carthago, Suméria), a palavra, sendo o espírito do que - ainda que só imaginariamente - existe, permanece ainda, por incorruptível, como o esplendor do que foi, podendo, mesmo transmigrada, mesmo esquecida, ser reintegrada em sua original clareza. Distingue, fixa, ordena e recria: ei-la.”
Osman Lins

Elizabeth Gilbert
“Só porque a criatividade é mística, não quer dizer que não deva ser desmistificada - especialmente se isso significa libertar os artistas das limitações de seus delírios de grandeza, de seu pânico e de seu ego.”
Elizabeth Gilbert, Big Magic: Creative Living Beyond Fear

Jane Austen
“- Mas você ficaria à vontade passando a noite toda longe do pobre menino? - Sim; se o pai pode fazê-lo, por que eu não poderia?”
Jane Austen, Persuasion

Mary Wollstonecraft Shelley
“Parodiando Sancho Pança, tudo deve ter um início; e esse início deve
estar ligado a algo que já existiu antes. Para os hindus o mundo é sustentado por
um elefante, mas o elefante se acha apoiado em cima de uma tartaruga. Inventar,
deve-se admitir humildemente, não consiste em criar algo do nada, mas sim do
caos; em primeiro lugar, deve-se dispor dos materiais; pode-se dar forma à
substância negra e informe, mas não se pode fazer aparecer a própria
substância. Em tudo o que se refere às descobertas e às invenções, mesmo
aquelas que pertencem à imaginação, lembramo-nos continuamente da história
do ovo de Colombo. A invenção consiste na capacidade de julgar um objeto e no
poder de moldar e arrumar as idéias sugeridas por ele.”
Mary Shelley, Frankenstein

Mary Wollstonecraft Shelley
“Parodiando Sancho Pança, tudo deve ter um início; e esse início deve estar ligado a algo que já existiu antes. Para os hindus o mundo é sustentado por um elefante, mas o elefante se acha apoiado em cima de uma tartaruga. Inventar, deve-se admitir humildemente, não consiste em criar algo do nada, mas sim do
caos; em primeiro lugar, deve-se dispor dos materiais; pode-se dar forma à substância negra e informe, mas não se pode fazer aparecer a própria substância. Em tudo o que se refere às descobertas e às invenções, mesmo aquelas que pertencem à imaginação, lembramo-nos continuamente da história
do ovo de Colombo. A invenção consiste na capacidade de julgar um objeto e no poder de moldar e arrumar as idéias sugeridas por ele.”
Mary Wollstonecraft Shelley

Mary Wollstonecraft Shelley
“Parodiando Sancho Pança, tudo deve ter um início; e esse início deve estar ligado a algo que já existiu antes. Para os hindus o mundo é sustentado por um elefante, mas o elefante se acha apoiado em cima de uma tartaruga. Inventar, deve-se admitir humildemente, não consiste em criar algo do nada, mas sim do caos; em primeiro lugar, deve-se dispor dos materiais; pode-se dar forma à substância negra e informe, mas não se pode fazer aparecer a própria substância. Em tudo o que se refere às descobertas e às invenções, mesmo aquelas que pertencem à imaginação, lembramo-nos continuamente da história do ovo de Colombo. A invenção consiste na capacidade de julgar um objeto e no poder de moldar e arrumar as idéias sugeridas por ele.”
Mary Wollstonecraft Shelley

José Jorge Letria
“O ovo dourado da criação

No começo de tudo terá estado um gigantesco e belo voo dourado. Esse ovo nasceu de uma semente que errava há um ano pelo oceano cósmico, aquecida pelos intensos raios solares.

De súbito, Brahma emergiu do ovo dourado que o sol chocou e ganhou a forma de dois seres distintos. Um era macho e o outro fêmea.

Vivendo solitários sobre a face da Terra, os dois seres do começo da Criação acabaram por acasalar, nascendo dessa invulgar união todos os outros seres que depois se espalharam pelo céu, pelas águas dos imensos oceanos e pelos vários continentes.

Como na origem de tudo esteve um imenso oceano, Brahma é também conhecido pelo nome de Narayana, que significa "aquele que nasceu das águas", sendo por vezes representado como uma criatura vogando nas águas originais sobre a folha de uma árvore, chupando um dedo do pé. Para muitos, esse é um símbolo da própria Eternidade.”
José Jorge Letria, Lendas e contos indianos

Manuel Alves
“— Ah, curiosidade… — disse Lúcifer. — O verdadeiro pecado original. O meu foi querer saber quem me criou. O pai disse-me que foi ele. Naturalmente, quis saber quem o criou. Disse-me que ele mesmo se criou. Suponho que aprendi a mentir com o melhor. Há algo maior do que ele. Tu sentes o mesmo, Wulfric. Conheço intimamente essa desconfiança instintiva que te corre nas veias.”
Manuel Alves, A Cativa

José Eduardo Agualusa
“para produzir um quilo de mel uma colmeia tem de recolher o pólen de cinco milhões de flores. Pergunto-me, pensando neste espantoso esforço, quantos livros precisou Baudelaire de ler, e quantas vidas teve de viver para escrever um único verso.”
José Eduardo Agualusa, Nação Crioula

“Todo mundo tem um pouco de Sol e Lua. Todo mundo tem um pouco de homem, mulher e animal. Escuridões e luzes. Todo mundo é parte conectada de um sistema cósmico. Parte terra e mar, vento e fogo, com um pouco de sal e pó nadando entre eles. Temos um universo dentro de nós mesmos que imita o universo lá fora. Nenhum de nós está apenas preto ou branco, ou nunca errado e sempre certo. Ninguém. Ninguém existe sem polaridades. Todo mundo tem forças boas e más trabalhando com eles, contra eles e dentro deles.”
Suzy Kassem, Rise Up and Salute the Sun: The Writings of Suzy Kassem

João Tordo
“Uma das perguntas mais difíceis é a da origem da obra de arte. Talvez seja impossível dar uma resposta - porque seria equivalente a saber da génese de um oceano, ou como aconteceu a Lua. E, no entanto, talvez não exista pergunta mais vezes formulada, pensada, ou por dizer, do que essa. Qual é a origem da obra? Ou, por outras palavras: qual é a urgência de produzir o inútil? Talvez muitos artistas ou escritores ( ou "criadores", usando o léxico mais actual) se sintam úteis apenas e quando fazem aquilo que é inútil, ou seja, aquilo do qual nada depende, aquilo que abre espaços e brechas entre as camadas já constituídas da realidade necessária, objectiva.”
João Tordo, Granta Portugal 10: Revoluções

Mario Vargas Llosa
“Descobri nessa altura que os romances se escreviam principalmente com obsessões e não com convicções, que o contributo do irracional era, pelo menos, tão importante como o racional na feitura duma ficção.”
Mario Vargas Llosa, Historia Secreta de Una Novela

Erich Fromm
“em todos os tipos de obra criadora o trabalhador e seu objeto tornam-se um, o homem se une ao mundo no processo da criação. Isto, porém, só permanece verdadeiro para o trabalho produtivo, para a obra que eu planejo, produzo e em que vejo o resultado de meu trabalho.”
Erich Fromm, The Art of Loving

“Palavra é aventura”
Vince Vinnus

J.R.R. Tolkien
“O mito é uma invenção sobre a verdade. Viemos de Deus e inevitavelmente os mitos que tecemos, apesar de conterem erros, refletem também um fragmento da verdadeira luz, da verdade eterna que está em Deus. De fato, apenas ao criar mitos, ao se tornar "subcriador" e inventar histórias é que o Homem pode se aproximar do estado de perfeição que conhecia antes da Queda.”
J.R.R. Tolkien

Ray Bradbury
“Você tem uma lista de escritores favoritos, eu tenho a minha: Dickens, Twain, Wolfe, Peacock, Shaw, Molière, Jonson, Wycherly, Sam Johnson. Poetas: Gerard Manley Hopkins, Dylan Thomas, Pope. Pintores: El Greco, Tintoretto. Músicos: Mozart, Haydn, Ravel, Johann Strauss (!). Pense em todos esses nomes e você vai pensar em entusiasmos, apetites, fomes, grandes ou pequenas, mas de qualquer forma, importantes. Pense em Shakespeare e Melville e você vai pensar em trovão, raio, vento. Todos sabiam da alegria de criar em formatos grandes ou pequenos, em telas ilimitadas ou restritas. Esses são os filhos dos deuses. Souberam se divertir em seu trabalho. Não importa se a criação foi difícil aqui e ali, ao longo do caminho, ou se doenças e tragédias acometeram sua vida mais íntima. As coisas importantes são aquelas que nos foram transmitidas por suas mãos e mentes, e essas coisas estão cheias até a tampa de vigor animal e vitalidade intelectual. Seus ódios e desesperos foram relatados com uma espécie de amor.”
Ray Bradbury, Zen in the Art of Writing: Releasing the Creative Genius Within You