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Memória Quotes

Quotes tagged as "memória" Showing 1-30 of 56
Haruki Murakami
“Na minha opinião, a única coisa que podemos fazer pelos mortos é guardá-los na nossa memória.”
Haruki Murakami

Julian Barnes
“Mas o tempo… o tempo primeiro fixa-nos e depois confunde-nos. Pensávamos que estávamos a ser adultos quando estávamos só a ser prudentes. Imaginávamos que estávamos a ser responsáveis, mas estávamos só a ser cobardes. Aquilo a que chamávamos realismo acabava por ser uma maneira de evitar as coisas e não de as enfrentar. Tempo… deem-nos tempo suficiente e as nossas decisões mais fundamentadas parecerão instáveis e as nossas certezas, bizarras.”
Julian Barnes, The Sense of an Ending

Suman Pokhrel
“Quis pintar um quadro,
em traços indeléveis,
sobre a tela do meu coração.”
Suman Pokhrel

Suman Pokhrel
“O Taj Mahal não é apenas um monumento, mas um símbolo de amor.”
Suman Pokhrel

Suman Pokhrel
“Onde o coração viveu é o que foi vivido.”
Suman Pokhrel

Suman Pokhrel
“Vivi minha juventude dentro dos sonhos de mulheres deslumbrantes.”
Suman Pokhrel

Suman Pokhrel
“Juntos, criaríamos memórias extáticas, mas você está ou ocupada ou com sono.”
Suman Pokhrel

Héctor Abad Faciolince
“Esse é um dos paradoxos mais tristes da minha vida: quase tudo o que tenho escrito, foi escrito para alguém que não me pode ler, e mesmo este livro não passa de uma carta para uma sombra [22].”
Hector Abad, El olvido que seremos

Laura Esquivel
“«A memória», disse-lhe, «é para ver a partir de dentro. É dar forma e cor às palavras. Sem imagens não há memória.»”
Laura Esquivel, Malinche

Filipe Russo
“Devido a minha memória excepcional eu convivo com meu passado inteiro, vivo logo após o que aconteceu num lapso espacial e temporal, eu vi tudo o que ocorreu a tanto tempo hoje de manhã sem esforço nem intenção entre um pão na chapa e suco de laranja.”
Filipe Russo, Caro Jovem Adulto

Vanessa Barroca dos Reis
“Como é mágica a roupa, na forma como nos recebe e guarda os nossos cheiros e a nossa forma. Como quando os nossos familiares, amigos e amantes morrem e as roupas se quedam em armários e gavetas, retendo os seus gestos e providenciando conforto e repulsa, a vida tocada pela morte. As roupas recebem a marca humana.”
Vanessa Barroca dos Reis, Sangue Novo: Uma Antologia

John Ruskin
“Há dois deveres em relação à nossa arquitetura nacional cuja importância é impossível superestimar: o primeiro, tornar a arquitetura atual, histórica; e o segundo, preservar, como a mais preciosa de todas as heranças, aquela das épocas passadas. É em relação à primeira dessas duas orientações que a Memória pode ser verdadeiramente considerada como a Sexta Lâmpada da Arquitetura.”
John Ruskin, The Lamp of Memory

Susana Amaro Velho
“«Fixou o céu, procurou por um pássaro, qualquer sinal de vida. No silêncio só quebrado pelo restolhar das folhas, um balé clássico ao sabor da brisa de junho, Laura fechou os olhos, viu o rosto pequenino da irmã Juca, a mão de dedos finos estendida que lhe pedia uma ameixa. A recordação que marcava o fim da sua infância.»”
Susana Amaro Velho

Marcelo Rubens Paiva
“A memória é uma mágica não desvendada. Um truque da vida. Uma memória não se acumula sobre outra, mas ao lado. A memória recente não é resgatada antes da milésima. Elas se embaralham.”
Marcelo Rubens Paiva, Ainda Estou Aqui

Joca Reiners Terron
“...você percebe que cada lembrança a que temos sorte de aceder, oculta outra que não gostaríamos de recordar. Não lembramos de momentos importantes da nossa primeira infância pelo motivo de ainda não falarmos nem escrevermos. Uma criança é refém exclusiva dos sentidos que aprende a dominar, das imagens que inundam a visão com tantas cores, dos sons tão distintos e incômodos, agudos, graves, altíssimos, dos ruídos incompreensíveis que a boca dos adultos exala, palavras sem nenhum significado, coisas engraçadas que fazem cócegas nos ouvidos, impossíveis de se traduzir.”
Joca Reiners Terron, Noite Dentro da Noite

Alejandro Zambra
“Não tem lembranças de infância. Não seria capaz de relatar sua vida: persistem apenas umas poucas cenas nuas que a memória passa e repassa. São indícios, ou restos. São pedaços que só depois de um esforço enorme poderiam constituir uma história, uma vida.”
Alejandro Zambra, The Private Lives of Trees

Milan Kundera
“(...) a memória, para poder funcionar bem, precisa de um treino incessante: se as recordações não são evocadas, uma vez mais e outra vez ainda, nas conversas entre amigos, vão-se embora.”
Milan Kundera, Ignorance

Milan Kundera
“(...) tal é a lei da memória masoquista: à medida que trechos da sua vida caem no esquecimento, o homem desembaraça-se daquilo de que não gosta e sente-se mais leve, mais livre.”
Milan Kundera, Ignorance

Milan Kundera
“Nada se compreenderá da vida humana enquanto se persistir em escamotear a primeira de todas as evidências: uma realidade, tal como existia, já não existe; a sua restituição é impossível.”
Milan Kundera, Ignorance

Saša Stanišić
“Na manhã do dia em cuja noite acabou morrendo, vovô Slavko esculpiu uma varinha de condão para mim usando um galho de árvore e disse: tanto no chapéu quanto na varinha existe um poder mágico, se tu usares o chapéu e carregares a varinha, vais te tornar o mais poderoso mágico de capacidades entre os países que não fazem parte do bloco. Poderás revolucionar muitas coisas, na medida em que isso estiver em conformidade com as ideias de Tito e concordar com os estatutos da Aliança dos Comunistas da Iugoslávia.

Eu duvidava da magia, mas não duvidava do meu avô. A graça mais valiosa é a inventividade, a maior riqueza é a fantasia. Guarda isso, Aleksandar, disse vovô com seriedade, enquanto botava o chapéu em mim, guarda isso e imagina um mundo mais bonito. Ele me entregou a varinha. Eu não duvidava de mais nada.”
Saša Stanišić, How the Soldier Repairs the Gramophone

“A verdade é sempre outra no avesso das coisas e trazemos connosco mais que uma alma ferida precisada de urgente cuidados. Houve um tempo em que quisemos regressar, uma memória, uma saudade que agora é um calafrio. (...) Ainda dói no mesmo sítio e nada é por acaso.”
Pedro Paixão

Fernando Pessoa
“Vivemos só de recordar.
Na nossa alma entristecida
Há um som de reza a invocar
A morta vida;”
Fernando Pessoa, Obra poética de Fernando Pessoa

Bruno Vieira Amaral
“Em miúdo era cruel para as pessoas que não conseguiam relatar com precisão acontecimentos, que discutiam o ano em que uma tragédia pessoal ocorrera. Via isso como um descuido inaceitável em relação à própria vida. Não foi preciso chegar a uma idade muito avançada pra que as dúvidas me começassem a assaltar: datas, locais, pessoas, tudo se misturava na minha cabeça num lodo de confusão e esquecimento. Não sei mesmo dizer se alguma vez estive em Penacova, se foi algum amigo que passou férias em Penacova, se Penacova era a terra natal de uma das minhas vizinhas. O último censo diz que Penacova é uma vila do distrito de Coimbra, com 15 251 habitantes, mas não me esclarece sobre se alguma vez lá estive. São estes os limites da sociedade de informação.”
Bruno Vieira Amaral, As Primeiras Coisas

Eduardo Lourenço
“Leccionados pela história — na medida em que ela pode leccionar uma colectividade que é uma das mais desmemoriadas que é possível conceber-se — chegou o tempo de nos vermos tais como somos, o tempo de uma nacional redescoberta das nossas verdadeiras riquezas, potencialidades, carências, condição indispensável para que algum dia possamos conviver connosco mesmo com um mínimo de naturalidade. Os Portugueses vivem em permanente representação, tão obsessivo é neles o sentimento de fragilidade íntima inconsciente e a correspondente vontade de a compensar com o desejo de fazer boa figura, a título pessoal ou colectivo.”
Eduardo Lourenço, O Labirinto da Saudade: Psicanálise Mítica do Destino Português

Sophia de Mello Breyner Andresen
“A memória longínqua de uma pátria
Eterna mas perdida e não sabemos
Se é passado ou futuro onde a perdemos”
Sophia de Mello Breyner Andresen, No Tempo Dividido

Abhijit Naskar
“Os momentos são a medula da memória, as memórias são a medula do tempo.”
Abhijit Naskar, Monge Cientista

Alejo Carpentier
“Havia grandes lacunas de semanas e semanas na crônica do meu próprio existir; temporadas que não me deixavam uma lembrança válida, o rastro de uma sensação excepcional, uma emoção duradoura; dias em que todo gesto me produzia a obcecadora impressão de ter feito o mesmo antes em circunstâncias idênticas — de ter me sentado no mesmo canto, de ter contado a mesma história, olhando o veleiro encerrado no vidro de um peso de papel.”
Alejo Carpentier, The Lost Steps

Marcel Proust
“Há no violino — quando não se vê o instrumento e não se pode ligar o que se ouve à sua imagem, coisa que modifica a sonoridade — acentos que lhe são tão comuns com certas vozes de contralto, que se tem a ilusão de que uma cantora veio juntar-se ao concerto. Erguemos os olhos e só vemos as caixas dos violinos, preciosas como estojos chineses, mas, por um momento, ainda nos iludimos com o enganoso apelo da sereia; às vezes também se julga ouvir um gênio cativo que se debate no fundo da sábia caixa, enfeitiçada e fremente, como um diabo numa pia d’água benta; ou então é no ar que o sentimos, como um ser sobrenatural e puro que passasse desenrolando a sua invisível mensagem.”
Marcel Proust, Em busca do tempo perdido

Antonio Fernando Silva Dias
“Algumas pessoas passam por nós como vento; outras ficam como perfume que teima em regressar, mesmo quando a porta já se fechou.”
Antonio Fernando Silva Dias, As Noites de Jasmim

Antonio Fernando Silva Dias
“A memória é uma casa cheia de quartos por abrir — e às vezes basta um sussurro para que tudo volte a acender-se.”
Antonio Fernando Silva Dias, As Noites de Jasmim

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