Maria C ’s Reviews > D'este Viver Aqui Neste Papel Descripto: Cartas da Guerra > Status Update
Maria C
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PT/EN
«Nesta terra tenho enterrado os melhores meses da minha vida, e, se calhar, também, a maior parte dos anos da minha velhice. Isto gasta por dentro como um cancro.» página 255
In this land I have buried the finest months of my life and, perhaps, most of the years of my old age as well. It gnaws at me from within, like a cancer.
— Mar 18, 2026 07:30PM
«Nesta terra tenho enterrado os melhores meses da minha vida, e, se calhar, também, a maior parte dos anos da minha velhice. Isto gasta por dentro como um cancro.» página 255
In this land I have buried the finest months of my life and, perhaps, most of the years of my old age as well. It gnaws at me from within, like a cancer.
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Maria C
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31.3.72
Marimba
(Sexta-feira Santa)
«Amanhã, sábado de Aleluia, começa um novo mês. (É um dia bonito para começar um novo mês!). Tenho um calendário à cabeceira da cama, como se fosse uma santa, mas é inútil rezar-lhe: nunca vi dias tão irremediavelmente compridos.»
— Mar 21, 2026 05:29AM
Marimba
(Sexta-feira Santa)
«Amanhã, sábado de Aleluia, começa um novo mês. (É um dia bonito para começar um novo mês!). Tenho um calendário à cabeceira da cama, como se fosse uma santa, mas é inútil rezar-lhe: nunca vi dias tão irremediavelmente compridos.»
Maria C
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Como todos nós: não suspiro eu pelo mar português? Somos uma raça de saudosos do próprio umbigo, de amantes em diminutivo, fechados na nossa murmurante solidão: cada um de nós um búzio onde vêm ressoar os murmúrios domésticos e as vozes dos mortos e dos vivos que amamos.
E se te perguntarem, canção, porque não morro
Podes-lhes responder que porque morro
Camões nos deixou inteiros, nestes versos de exílio.
— Mar 13, 2026 04:05PM
E se te perguntarem, canção, porque não morro
Podes-lhes responder que porque morro
Camões nos deixou inteiros, nestes versos de exílio.
Maria C
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«Que triste é desejar que o tempo passe»
[How sad it is to wish time away.]
— Mar 07, 2026 03:38PM
[How sad it is to wish time away.]
Maria C
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«Gosto tudo de ti. Lembra-te de mim, sim? Milhões e milhões de ternos beijinhos.
António.
ATÉ AO FIM DO MUNDO. »
— Mar 05, 2026 01:52AM
António.
ATÉ AO FIM DO MUNDO. »
Maria C
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7.1.71
Meu amor
Escrevo-te durante uma breve paragem na Madeira, já cheio de saudades. Tenho dormido um pouco e não tenho enjoado. A comida é óptima, há orquestra a tocar, e o tabaco americano custa o mesmo que o Sagres. (...) Coragem e paciência, como tens tido até agora. Mil beijos para ti e para o nosso filho. (...) Lembra-te de mim.
António.
— Feb 10, 2026 11:47AM
Meu amor
Escrevo-te durante uma breve paragem na Madeira, já cheio de saudades. Tenho dormido um pouco e não tenho enjoado. A comida é óptima, há orquestra a tocar, e o tabaco americano custa o mesmo que o Sagres. (...) Coragem e paciência, como tens tido até agora. Mil beijos para ti e para o nosso filho. (...) Lembra-te de mim.
António.
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That soldier was completely out of control. He was 10,000 kilometres from Lisbon and tried to walk back. They found him 30 kilometres from the base. The whole episode left a strong impression on me.Merci, Théo.
Merci, Théo Hier, assis à cette même table, j’ai laissé échapper quelques larmes… Qui sait pourquoi. Sans doute pour tout.
Pág. 258
Et il termine une lettre d’août 1971 ainsi (ou à peu près ainsi) :Pardonne-moi cette tristesse sans nom. Pardonne-moi ce découragement, pardonne-moi tout.
J’aime tout de toi. Pour toujours.
Et pense très fort à moi, pour que je me sente un peu moins seul.
Je t’embrasse mille et mille fois.
António.
«Desculpa esta tristeza sem nome. Desculpa este desânimo, desculpa tudo. Eu gosto tudo de ti. E sempre. E lembra-te de mim com muita força para eu me sentir menos sozinho. Muitos e muitos beijos do
António.»
Merci, Théo.
Pois… um futuro de qualidade depende da qualidade do presente…Beijinho, minha querida Maria. Hoje o sol não lusitanou mas nós não nos deixamos abater. Resta-nos consolar a Therese. Se a pudéssemos adicionar no GR, curávamos-lhe a depressão num ápice 😉
Tem um bom resto de dia, linda 😘💕
Bravo, Théo !Sais‑tu déjà manier la langue des “Pês” ? Le prochain texte sera‑t‑il du charabia ? La foule, alors, applaudira‑t‑elle ? Ça commence le spectacle.
Mepercipi, Thépéopo !
Hapahapahapahapahapa
Bonjour, Théo !Oh, oh… Qui t’a appris la langue des “Pês” ?
Tu manies ça avec une telle aisance… j’en reviens pas.
C’est un exercice de créativité et de talent absolument génial.
Est‑ce que j’ai tout compris ? Mais oui, bien sûr.....
AHAH....😄😄
Mepercipi, Thépéopo !
Apatépe aopao fipim dupo mupundope, Thépéopo !
Maria wrote: "Pois… um futuro de qualidade depende da qualidade do presente…Beijinho, minha querida Maria. Hoje o sol não lusitanou mas nós não nos deixamos abater. Resta-nos consolar a Therese. Se a pudéssemos..."
Minha querida Maria,
Therese não chegou ao Porto ainda, e até lusitanou.
Obrigada pela visita. Beijos mil.
Ofereço-te um poema de ALA:
Choro como choram as folhas
como choram os lábios das infantas de pedra
deitadas na sua morte ao comprido do tempo
tão minerais já que os cabelos lhes crescem
para dentro da cabeça em tranças poeirentas.
Théo d'Or wrote: "" ....et pense très fort à moi, pour que je me sente un peu moins seul ".....Ce minuscule " peu " est déchirant. Il contient toute l'immensité de son chagrin..Comment un mot si mince peut porter ..."
Merci, Théo !
« Un océan contenu dans une seule goutte… »
Cette phrase est magnifique, et en la lisant, je ressens le supplice de l’attente, l’éternité du présent. Des instants infinis, d’une douleur extrême. António Lobo Antunes écrit à plusieurs reprises qu’il a l’impression d’attendre Godot. Il va même jusqu’à dire, avec beaucoup d’humour, que son prénom ne devrait pas être António mais Vladimir. Le temps est si avare en temps de guerre.
Mª
Boa noite, minha queridíssima MariaQue bom que a Therese não viajou até à Invicta. Por aqui continua a pluviar…
Que poema lindíssimo
Obrigada do coração, minha encantadora Maria. És sempre adorável
Beijos mil e uma noite tranquila 😘💕
Querida Maria, posso citar o Théo? Não resisto.You really do have a gift for finding the sentences that strike straight at the bone, Maria. And what I admire the most is how you always manage to pull beauty out of darkness.
Merci, Théo. Disse tudo 🤍
E só um aparte, a última frase do comentário dele, thank you for taking a sentence born from darkness and making feel it like a bridge, instead of a wound, achei pura poesia.
Folheei o livro e apaixonei-me.
Capa dura, papel de qualidade, imagens e gravuras a cores que tornam a narrativa epístolar ainda mais dinâmica e apelativa, um mimo.
Porém, num facto te dou razão, a capa que escolheste é bem mais bonita que a que encontrei, muito gostam de estampar os cartazes dos filmes nos livros, nem sempre funciona.
Uma curiosidade, quando abri o livro deparei-me com a citação com que me presenteaste no outro dia, em Lisboa acorda-se de maneira diferente
com o tecto descido até aos nossos ossos.
Nada é por acaso, talvez me esteja a chamar 💌
Um grande beijinho 😊💗
Margarida wrote: "Querida Maria, posso citar o Théo? Não resisto.You really do have a gift for finding the sentences that strike straight at the bone, Maria. And what I admire the most is how you always manage to..."
Fico muito feliz que o livro te esteja a chamar, querida Margarida.
E tens toda a razão: Théo é um poeta — escreve de forma magnífica e é de uma generosidade e amabilidade sem limites.
Beijinhos. Bom fim de semana.
Maria querida venho desejar-te um bom fim de semanaPor aqui o céu chora que se desunha. Se bem que o céu não tenha unhas para desunhar, mas… a imaginação tem asas e voa, voa… ( São ainda influências da minha última resenha onde incitei a voar e não rastejar )
Beijão do coração, linda Maria. Obrigada pela tua amizade 😘💕
Maria wrote: "Maria querida venho desejar-te um bom fim de semanaPor aqui o céu chora que se desunha. Se bem que o céu não tenha unhas para desunhar, mas… a imaginação tem asas e voa, voa… ( São ainda influênci..."
Querida Maria,
Eu é que agradeço a tua amizade e o teu apoio incondicional. Pluviando ou não, desejo-te um bom fim de semana.
Beijos 1000 (guarda 500 para a tua Mãe).
És encantadora.
Théo d'Or wrote: "Maria & Margarida - merci du fond du cœur pour tout ce que vous avez dit sur moi. Ça fait du bien d'être vu et apprécié de cette façon, et je voulais vous le dire simplement. Et en vous lisant, j'a..."Merci, Théo, for your kind words, you did it again. You are a poet, a writer.
It is always a pleasure to read you 🤍
Bon dimanche 🌞


I knew you would see yourself in this passage. It is an excerpt from a letter written in July 1971. António Lobo Antunes had been in Angola for six months. After Sacadura Cabral and Ninda, he was now in Chiúme, the most remote outpost of the battalion, where the civilian population had dwindled to just seventy people. He missed his wife and Lisbon terribly. Painful — there is no other word for it. Life there was so bleak that he struggled to believe he would ever again have anything resembling a normal life. A total solitude. A resistance sustained only by inertia.
Merci.