,

Espaço Quotes

Quotes tagged as "espaço" Showing 1-7 of 7
Suman Pokhrel
“Nunca direi adeus a este lugar!
Mas, de qualquer forma,
tenho que enviar este corpo daqui.”
Suman Pokhrel

Filipe Russo
“Você desencarcera-se da carne vertendo-te da pele em calor e através de ti eu, metal de memória assumo o tempo perdido, prometido e sim.
Você desemaranha-se das entranhas vertendo-te da boca aos ouvidos em música e através de ti eu, anfiteatro de sombras estreio o tempo perdido, prometido e sim.
Você se desprende do corpo vertendo-te pelos poros em perfume e através de ti eu, abelha operária teço o tempo perdido, prometido e sim.
Você se descola da parede celular vertendo-te às bochechas em tempero e através de ti eu, devorador de mundos saboreio o tempo perdido, prometido e sim.
Você se desencana do condicionamento te atravessando até mim por entre visões e através de ti eu, visionário das eternidades cegas contemplo o espaço descoberto, realizado e nu e não!”
Filipe Russo, Caro Jovem Adulto

Filipe Russo
“Não posso dar espaço pro tédio caso contrário ele me crucifixa.”
Filipe Russo, Caro Jovem Adulto

Filipe Russo
“Mas mesmo assim escrevo cartas de amor, grito pedidos de socorro, envio para o espaço sideral meu desespero humano na esperança de chegar aos ouvidos e mãos de quem me entenda.”
Filipe Russo, Caro Jovem Adulto

Afonso Cruz
“A natureza enche chouriços, não há espaços vazios nas suas tripas. (...) Há muita incompetência na forma como a natureza preenche os espaços, falta-lhe capacidade para se alojar nos espaços metafísicos.”
Afonso Cruz, Jesus Cristo Bebia Cerveja

Victor Eustáquio
“O pensamento deveria ser um lugar organizado, limpo, sempre com espaço livre para a circulação e uma boa entrada de luz. A frase é de uma amiga: o pensamento cria o espaço. O espaço só está lá para o que vier. Ele aceitará tudo. Inclusive o pensamento sobre ele próprio. Ninguém é moderno de si próprio”
Victor Eustáquio, A Cidade dos Sete Mares

Paulo Varela Gomes
“É verdade que ele pertencia à casa tanto quanto esta lhe pertencia a ele. Não podia, de facto, utilizar a casa sem que outros a utilizassem também, empregados e hóspedes. Todos, incluindo ele, eram peças da maquinaria pesada e lenta da casa, do seu existir-em-decadência, todos, incluindo ele, estavam ali para velar pela casa, para impedir que a morte – que a todas as horas a ameaçava em cada pedaço de cal que se soltava, cada vidraça que rachava, cada telha que se partia, cada cama que cedia ao peso – pudesse irromper pelas paredes e vãos, pelos pavimentos e tectos, como um incêndio sem chamas, feito apenas de minutos, horas, dias, meses e anos.”
Paulo Varela Gomes